O ex-presidente executivo da TAP faz um balanço muito positivo da participação de investidores portugueses no capital da empresa quando esta foi privatizada no passado. Questionado pelos jornalistas sobre o modelo preferível para futuros acionistas da companhia aérea, Fernando Pinto defende que “faz sempre sentido” ter como candidato uma companhia aérea ou “alguém que tenha ligações e conhecimento do mercado aéreo”. Enquanto ter “puramente e simplesmente um investidor, não funciona”.

O antigo CEO que estava em funções quando a TAP foi privatizada da primeira vez em 2015 defende também que a participação de investidores portugueses no passado “foi muito boa”. O envolvimento de portugueses (o empresário Humberto Pedrosa era parceiro de David Neeleman) no capital e gestão da TAP foi “muito bom porque equilibrou muito. É preciso ter alguém que tenha uma cultura de cá” para quando certas decisões são tomadas avisar “que por aqui não funciona”.

Sem querer assumir que a conjugação de um grupo do setor com um investidor português seria a melhor solução, Fernando Pinto também não se quis pronunciar sobre a participação a vender, que é uma decisão do Estado, e porque há outras componentes que devem ser consideradas pela empresa que vai entrar.

“Se ela fizer um bom acordo, não precisa de ficar com a maioria, mas tem de ter um acordo de gestão da empresa. Se não puder gerir, não vem”.

E dá o exemplo da sua gestão de quase 20 anos à frente da companhia portuguesa. “A minha gestão da TAP foi independente, respeitando o Estado, mas sempre fui muito respeitado pelo Estado.”

Fernando Pinto foi ouvido esta quarta-feira no Parlamento sobre as conclusões da auditoria da Inspeção-Geral de Finanças a várias operações que em participou enquanto gestor da TAP, nomeadamente sobre a compra da empresa de manutenção no Brasil e sobre os chamados “Fundos Airbus”, usados por David Neeleman para capitalizar a companhia aérea.

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