Depois do Explorer, a Ford arranca com as entregas em Portugal do novo Capri, um SUV com ar de coupé para se assumir como mais dinâmico. O novo modelo é igualmente mais comprido 16,6 cm do que o Explorer, vantagem que desloca para a traseira, onde surge uma bagageira mais generosa, disponibilizando mais 102 litros de capacidade.

Concebido sobre a plataforma MEB, aquela que a Volkswagen utiliza nos ID.4 e ID.5, entre outros modelos do grupo alemão, o novo Ford Capri nada tem a ver com o coupé com uma frente longa e um habitáculo recuado fabricado entre 1969 e 1986, que deliciou os amantes da competição graças a versões como o 3000 GT e o 2600 RS. Para os mais saudosistas, o novo Capri herda alguns (poucos) pormenores do passado, como os grupos ópticos anteriores onde a assinatura luminosa faz lembrar a frente de quatro faróis que o modelo passou a exibir a partir de 1978.

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O Capri de 2025 já começou a ser produzido no final de 2024 na fábrica da Ford em Colónia, na Alemanha, para estar disponível em quantidade quando arrancou, ainda em Fevereiro, com as entregas a clientes. Já mencionámos que a base para o Capri e o Explorer é a plataforma MEB da VW, a que a marca norte-americana acedeu em simultâneo com a permissão da VW para recorrer às plataformas dos Ford Transit e Ranger para conceber os seus furgões e pick-ups.

O Ford Capri, com 4,634 metros de comprimento e 572 litros de mala, contra 4,468 metros e 470 litros do Explorer — a largura e a altura têm diferenças mínimas, com a distância entre eixos a manter-se nos 2,767 metros — é um SUV coupé que oferece uma panóplia de soluções, a nível de bateria e motores. O condutor pode optar por um só motor instalado atrás, capaz de debitar 170 cv se aliado à bateria pequena (52 kWh úteis), e 286 cv se equipado com a bateria grande (mas a mais antiga, com 77 kWh). Para a versão com quatro rodas motrizes, com dois motores por eixo e um total de 340 cv, está reservada a bateria grande mais moderna, com 79 kWh (sempre úteis).

A versão mais acessível do Capri, com 170 cv e bateria Standard (52 kWh), está limitada a 160 km/h e consome 8,7 segundos para ir de 0-100 km/h, anunciando 393 km em WLTP. Mas é certamente a versão com 286 cv e bateria de 77 kWh que atrairá mais interesse e não necessariamente por reivindicar 180 km/h ou 0-100 km/h em 6,4 segundos, mas por ser capaz de percorrer 627 km entre recargas. O mais possante dos Capri, com dois motores, 340 cv e 79 kWh de bateria, é o mais caro, “pormenor” que tenta fazer esquecer ao anunciar 180 km/h de velocidade máxima e 0-100 km/h em 5,3 segundos, com uma autonomia de 592 km.

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De realçar que as autonomias anunciadas pelo Ford Capri são bastante melhores do que as reivindicadas pelo Explorer que, ao ser mais volumoso, perde 15 km na versão RWD Standard, 25 km na versão RWD Long Range e 26 km na AWD Long Range. Mais curiosa é a vantagem do Capri em comparação com o VW ID.5, que anuncia uma autonomia menor do que o Capri em 23 km, 71 km e 59 km, respectivamente.

Quanto ao nível de equipamento, o novo SUV da Ford é proposto na versão Capri e Capri Premium, separadas por um sem-número de dispositivos de conforto, entretenimento e segurança, a que o construtor atribui uma diferença de 3000€. A isto o cliente pode juntar, se for esse o seu desejo, uma série de packs adicionais. De acordo com a marca, a versão mais acessível (Capri RWD com 170 cv e 52 kWh) é proposta por 38.483€, para a intermédia (Capri RWD com 286 cv e 77 kWh)  exigir um investimento a partir de 44.308€. O Capri AWD (340 cv e 79 kWh) está disponível desde 61.605€, com todos estes valores a integrarem o desconto inerente à campanha de lançamento.