Um clássico é sempre um clássico, mesmo que estejamos a falar de uma modalidade de pavilhão e de uma partida de fase regular que tinha pouco de decisiva. Benfica. FC Porto. Um dos desportos mais acarinhados dos portugueses. E um pavilhão a rebentar pelas costuras. Os ingredientes estavam todos lá e só a vitória interessava às duas equipas, embora com maior urgência para o lado encarnado que, depois de um grande início de época, escorregou nas últimas semanas e caiu para o terceiro lugar do Campeonato. A vitória na partida da primeira volta e a classificação colocavam os dragões à frente do rival em termos anímicos, mas uma escorregadela significava ser alcançado pelos encarnados e a possibilidade de deixar o Sporting fugir na liderança, já que os leões tinham mais um ponto.

“O FC Porto é uma equipa que se faz muito forte na defesa, que se junta muito e tem jogadores de muita qualidade, mas também com espírito de sacrifício na defesa, além de ter um guarda-redes que está a fazer uma temporada muito boa, o Xavi Malián. Saem bem no contra-ataque e, no ataque, têm um jogo muito estruturado, com muitas possibilidades táticas individuais que podem complicar bastante a partida. É uma grande equipa, mas detetámos bem como podemos feri-los. É um jogo especial. Vamos dar tudo para conseguir os três pontos e continuar, como até agora, vivos em todas as competições do calendário”, anteviu Edu Castro.

“É verdade que estamos numa dinâmica muito boa, sobretudo porque começámos a recuperar a equipa toda. Durante dois meses, a equipa enfrentou a situação das lesões muito bem e deu um passo em frente com uma rotação mais curta. Estamos prontos e preparados e sabemos o tipo de jogo que devemos fazer na Luz. Disse aos jogadores que esta é uma semana de seis pontos, já conseguimos três e vamos preparar-nos bem para conquistar os outros três”, perspetivou o compatriota Ricardo Ares.

Num clássico de sentido único, Nil Roca abriu o marcador ainda na fase inicial da partida, depois de um grande passe de Pau Bargalló (9′). Pouco depois, Gonçalo Pinto dilatou a vantagem com um grande remate, indefensável para Malián (13′). Já no fecho da primeira metade e depois de Hélder Nunes desperdiçar um livre direto, João Rodrigues aproveitou um erro dos dragões e fez o 3-0 (25′). A segunda parte acabou por ser, igualmente, de sentido único, mas os golos só apareceram na reta final. Primeiro, Lucas Ordoñez chegou ao golo numa recarga (43′) e, pouco depois, Rodrigues bisou com uma grande picadinha, depois de ter atirado ao lado um penálti (48′). A fechar as contas, Zé Miranda fez o gosto ao stick e colocou o Pavilhão n.º 1 da Luz em polvorosa. Com este triunfo, o Benfica igualou o FC Porto no segundo lugar, com 48 pontos, tendo vantagem no confronto direto.