E vão sete. Com o triunfo desta sexta-feira contra o Gil Vicente, em Barcelos, o Benfica somou a sétima vitória consecutiva no Campeonato — ou seja, está a apenas uma de igualar o melhor registo da temporada, alcançado nas primeiras oito jornadas em que Bruno Lage assumiu o comando técnico dos encarnados.

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Com a vitória em Barcelos no jogo que estava em atraso devido aos oitavos de final da Liga dos Campeões, o Benfica igualou o Sporting na liderança do Campeonato, sendo que os leões mantêm a vantagem devido ao confronto direto. Os encarnados marcaram três ou mais golos fora de casa pela primeira vez esta temporada — num jogo em que Di María não só voltou aos relvados, como converteu uma grande penalidade nos descontos e chegou aos seis penáltis concretizados pela equipa da Luz.

Depois do jogo, na zona de entrevistas rápidas, Bruno Lage defendeu que o resultado foi “justo”. “Foi uma entrada boa, controlámos o jogo, criámos várias oportunidades e penso que o resultado nos fica muito bem. Sabíamos da importância do jogo, de começar bem o ciclo pós-interrupção para as seleções, entrar com uma boa exibição e um bom resultado. E foi mais uma final que ultrapassámos”, começou por dizer.

“É o que tenho dito ao longo dos tempos. Tínhamos de encontrar esta consistência, que tinha de vir com tempo de treino, repetições, dinâmicas. E depois é aquilo a que assisti hoje. Falámos ontem sobre isso. Fomos equipa, fomos família, fomos tropa. Dentro e fora de campo. Foi um apoio fantástico e permitiu à equipa estar sempre tranquila e criar oportunidades. Estamos felizes. Independentemente de quem joga, temos de exigir isto aos jogadores”, acrescentou.

Mais à frente, o treinador do Benfica foi questionado pela expressão “tropa”, que tem utilizado com frequência, e sobre se Otamendi é o general de serviço. “É o capitão, general não. Está num momento muito bom e é um exemplo. Com 37 anos, a forma como treina, se prepara, e depois joga. Temos de nos agarrar a isso. Sentimos que estamos muito fortes, unidos. Toda a gente está, não só o Nico. Não leve a mal repetir-me, mas o sentimento de família, de estarmos juntos, de jogarmos em equipa… E depois a tropa, de estarmos juntos, irmos à guerra. Vão ser várias finais e temos de ter esta mentalidade”, disse, antes de comentar a entrada para a decisiva reta final da temporada.

“Nunca é bom ter jogos em atraso porque olhamos para a tabela e vemos a diferença de pontos. Já andámos assim várias semanas quando foi o Nacional, agora este… Mas enfim, o mais importante é que a equipa soube sempre dar resposta. Chegámos a entrar em campo a 11 pontos do adversário e a equipa entrou sempre calma. O mais importante é percebermos o momento em que estamos e, no jogo, comprovar isso”, terminou.