Milhares de pessoas protestam, este sábado, em Istambul, na Turquia, contra a detenção de Ekrem Imamoglu, presidente da câmara da cidade e o principal adversário de Recep Tayyip Erdogan, presidente turco. De acordo com a Reuters, trata-se de uma das maiores manifestações no país nas últimas décadas.
Hak
Hukuk
Adalet #maltepemitingi @alimahir @eczozgurozel @mansuryavas06 #herseycokguezelolacak @ekrem_imamoglu pic.twitter.com/k2AdZdY4uY— inci (@Inci055) March 29, 2025
Além de Istambul, a oposição apelou a que os cidadãos saíssem às ruas em manifestações espalhadas por todo o país e, até ao momento, há registo de quase duas mil pessoas detidas, ainda que os protestos tenham sido, na sua maioria pacíficos, segundo a agência.
O protesto, organizado pelo Partido Republicano do Povo, pede “liberdade para Imamoglu”, com vários cartazes que dão conta de que “se a justiça se calar, o povo falará”. E o governo continua a negar qualquer influência na detenção, recordando que a justiça é independente.
No último domingo, o partido realizou uma eleição primária para endossar Imamoglu como candidato para a próxima eleição presidencial na Turquia.
O líder da oposição turca afirmou que a sua detenção é uma perseguição política orquestrada pelo Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, um homem que transformou a Turquia numa “república do medo”. No artigo publicado no The New York Times, intitulado “Sou o principal rival do presidente turco. Fui preso”, Imamoglu recordou como foi detido pelas autoridades turcas em 19 de março, numa cena que “parecia mais a captura de um terrorista do que de um funcionário eleito da maior cidade do país”.
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