Chegou a hora H. O momento de todas as decisões. A fase pela qual os adeptos, os jogadores e todos os elementos das equipas esperam toda uma temporada. Foi com o objetivo de chegar ao topo da Europa que Sporting, Palma, Jimbee Cartagena e Kairat Almaty chegaram a Le Mans, cidade do departamento de Sarthe mais conhecida pela velocidade, mas que, ainda assim, se prontificou a organizar a final four desta edição da Liga dos Campeões de futsal. E é junto ao Circuito de Sarthe que se disputam as últimas quatro partidas da competição, com o pavilhão multiusos Antarès a receber os campeões de Portugal e Espanha, o vice-campeão do Cazaquistão e o bicampeão em título.
E era precisamente por este último ponto que passava a primeira e, quiçá, principal batalha dos leões em território gaulês. O Sporting continua a apresentar-se como o principal representante português além fronteiras, apurando-se pela quinta temporada consecutiva para a final four da Liga dos Campeões. Curiosamente, nesse período, a turma de Alvalade esteve em três finais, falhando apenas a decisão do ano passado, depois de ter perdido frente ao Barcelona nas meias-finais (5-4). No ano anterior, os leões sucumbiram diante do Palma, que chegou essa edição em casa, e era precisamente por aqui que passava a partida desta sexta-feira, com o desejo de vingança a pairar na equipa de Nuno Dias (1-1, 5-3 g.p.).
Apesar de terem rubricado uma temporada interna aquém do exigível, o Palma venceu a Liga dos Campeões pela segunda temporada consecutiva e, devido a esse feito, apurou-se para esta edição. A equipa das Ilhas Baleares chegou a Le Mans à procura de fazer história e tornar-se na primeira equipa da história a conquistar três edições consecutivas da Liga dos Campeões. A equipa treinada por Antonio Vadillo tem sido a principal dominadora da competição e, apesar de estar a disputar a prova apenas pela terceira vez, chegou a esta final four com 16 vitórias nos 22 jogos realizados, e sem qualquer derrota averbada.
“Gosto de muitas coisas no Palma, principalmente porque tem muitas coisas parecidas com o Sporting. Tem um jogo muito diversificado: são agressivos na defesa, transitam e são fortes no contra-ataque, têm jogadores que desequilibram no um contra um, têm três pivôs fortes, têm guarda-redes que entram no jogo de ataque e que ajudam a equipa a chegar às zonas de finalização com mais facilidade, uma boa bola parada também. Vão haver muitos duelos entre os alas, vão existir situações de subida dos guarda-redes, para desequilibrar o primeiro momento da organização defensiva do adversário e vão existir situações de bola parada em que nos vamos tentar nos enganar uns aos outros. O jogo vai ser muito diferente e vai-se decidir em todos estes pormenores, como, normalmente, se decidem os grandes jogos”, antecipou Nuno Dias em conferência de imprensa.
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Desta forma, Dias lançou o quinteto habitual, composto por Henrique Rafagnin, Tomás Paçó, Zicky Té, Alex Merlim e Taynan. Nos espanhóis, Vadillo entrou em campo com Luan Muller, Marcelo dos Santos, Mario Rivillos, Neguinho e Fabinho. Os leões entraram melhores na partida e, nos primeiros segundos, Merlim atirou forte para uma primeira intervenção de Luan (1′). O Palma acabou por acalmar o jogo depois da forte entrada portuguesa e, na primeira ocasião de perigo, Fabinho atirou para defesa de Henrique (8′). Pouco depois, Bernardo Paçó saiu do banco para travar um livre (11′) e negar o golo a Mateus Maia, que surgiu isolado (13′). A fechar a primeira etapa, o português voltou a evidenciar-se, impedindo o golo a Jesús Gordillo com uma grande intervenção (17′). Os leões ainda chegaram à quinta falta (19′), mas o nulo continuou a persistir.
A segunda metade começou com menos oportunidades e um equilíbrio ainda maior, com as equipas a anularem-se nos duelos. Na primeira tentativa, Rocha atirou para a baliza deserta e, com o peito e o braço, Neguinho impediu que a bola chegasse à baliza deserta, com a equipa de arbitragem a considerar o lance casual depois de ver as imagens (26′). No minuto seguinte, Rivillos apareceu com perigo dentro da área, mas Paçó voltou a esticar-se para impedir o golo (27′). Logo a seguir, Fabinho desperdiçou um golo cantado e, na reposição da bola em campo, o guarda-redes lançou curto para Pauleta, o ala atrasou para Paçó que, na tentativa de superar a pressão do Palma, atirou contra Gordillo, com a bola a ressaltar para dentro da baliza (28′). Pouco depois foi a vez de Marcelo dos Santos desferir um remate forte ao poste (29′) e de Paçó impedir o golo de Bruno Gomes (30′).
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Na parte final da partida, o Palma continuou a criar perigo e, num lance de superioridade numérica em transição, Rivillos voltou a atirar para uma enorme defesa de Paçó e, na recarga, Gordillo finalizou muito por cima (34′). Na resposta, Taynan descobriu Rocha à entrada da área e o brasileiro atirou com perigo para defesa de Luan com a cara (34′). Pouco depois, Wesley Reinaldo atirou para nova defesa do antigo guarda-redes do Fundão (36′) e, já com o 5×4 na quadra, Alex Merlim desperdiçou ao segundo poste (37′) e, numa perda de bola, Rivillos aproveitou para atirar para a baliza deserta e fazer o 0-2 (39′). Nem a pausa técnica de Nuno Dias e a quinta falta dos espanhóis valeram aos leões, que ainda sofreram mais um golo, com Luan Muller a faturar de baliza a baliza (40′). Assim, o Sporting vai voltar a lutar pelo terceiro lugar, diante do Cartagena (0-3).