Aí vão cinco. Uma mão cheia de clássicos numa altura em que a temporada entra agora na reta final. Apesar de o Benfica ter sido a melhor equipa da fase regular do Campeonato Nacional de basquetebol, tinha ganhado apenas um dos quatro jogos que disputou frente ao FC Porto, que conquistou os dois títulos disputados até agora: a Supertaça, frente às águias, e a Taça de Portugal, frente ao Sporting e depois de ter batido os encarnados nas meias-finais. Pelo meio, no que concerne ao Campeonato, o Benfica venceu os dragões na Luz (82-77), mas o FC Porto levou a melhor em casa (103-89). Foi assim que chegámos à terceira decisão da temporada: a Taça Hugo dos Santos, que levou as seis melhores equipas a Gondomar.

“Foi uma semana em que nos preocupámos em trabalhar muitos detalhes defensivos, olhando para aquilo que seria, previsivelmente, a equipa que iria jogar a meia-final connosco, o FC Porto. Procurámos olhar o que fizemos bem e o que fizemos mal nos jogos com o FC Porto, mas estamos muito focados nos aspetos defensivos. Temos de diminuir claramente a produção ofensiva deles. Nos últimos jogos com o FC Porto, temos sofrido demasiados pontos e, para nós, passa por olharmos para as situações que originam cestos, nomeadamente os lançamentos menos contestados, de modo a reduzirmos a produção ofensiva deles. É mais um momento alto que é disputado na zona do Porto. Temos de lidar com um ambiente sempre difícil, mas começa a ser um hábito estas finais serem aqui, portanto, acho que a equipa vai estar bem a esse nível”, analisou Norberto Alves que, antes desta final six, bateu Galitos, V. Guimarães e Póvoa na fase de grupos.

“Mudou alguma coisa em relação ao jogo da última jornada da fase regular da Liga para este, mostrámos maior responsabilidade. Vencemos para termos melhores sensações. Estivemos mais determinados em termos defensivos, entrámos muito bem no terceiro período e a rotação correu muito bem com os jogadores a saírem do banco muito bem. Benfica? É o quinto jogo que vamos fazer contra eles, os jogadores conhecem-se muito bem e em termos coletivos não vai mudar muita coisa. Tem mais a ver com a determinação, a motivação, o controlo das emoções e com a forma como controlamos a bola. A equipa que somar menos turnovers vai estar mais perto de vencer. Esperamos um jogo muito equilibrado”, perspetivou Fernando Sá depois de superar o Galitos no playoff de acesso às meias-finais.

Os dragões entraram melhores na partida e chegaram primeiro time-out de Norberto Alves com uma clara vantagem, fruto de uma grande entrada de Toney Douglas nos triplos (8-20). Em sentido inverso, as águias demonstraram dificuldades defensivas e demoraram a aparecer no clássico, reagindo apenas depois da paragem, o que lhe permitiu reduzir a desvantagem com José Barbosa a aparecer no final do primeiro quarto (21-24). No reatar, o FC Porto voltou a entrar mais forte e dilatou rapidamente a vantagem numa jogada de três pontos de Toney Douglas (21-27). Os encarnados responderam com dois triplos consecutivos (25-29), mas os dragões revelaram-se incisivos até ao intervalo e terminaram a primeira parte com mais de 50 pontos feitos (40-51).

O terceiro quarto marcou nova aproximação do Benfica que, paulatinamente, colocou-se a apenas seis pontos dos azuis e brancos (56-62). Ainda assim, um turnover voltou a ditar novo destacar do FC Porto com cesto de Miguel Queiroz, o que levou Alves a parar o jogo (58-69). Depois desse momento, a toada manteve-se e os dragões entraram para os últimos dez minutos a vencer por 13 (61-74). No último período, as águias relançar o jogo através de um triplo de Tyler Stone, já dentro dos últimos cinco minutos (73-80). Com os azuis e brancos a vacilarem no ataque, Trey Drechsel concretizou uma jogada de três pontos, mas Queiroz não desperdiçou na linha de lance livre (76-82). Pouco depois, um triplo de Aaron Broussard equilibrou o jogo (81-84) e, depois de Max Landis e Tanner Omlid falharem, Dreschel empatou a 47 segundos do fim (84-84).

No derradeiro minuto, Wes Washpun cometeu falta ofensiva sobre Broussard, levando Fernando Sá a parar o cronómetro a 24 segundos do soar da buzina. Na posse de bola do Benfica, Dreschel falhou o lançamento e a partida seguiu para o prolongamento. Nessa fase, Landis levantou o pavilhão com dois triplos consecutivos e aproximou os dragões da final (84-90). Os erros voltaram a fazer-se sentir na equipa lisboeta e, a três minutos do fim, a diferença já estava nos sete pontos (87-94). O FC Porto continuou melhor, eficaz nos tiros exteriores e forte nos duelos defensivos, e fechou o triunfo em 95-104. Max Landis foi o melhor em campo, com 29 pontos, quatro assistências e um ressalto. Segue-se a final com a Oliveirense, às 16h30 deste domingo.