A faltarem apenas 11 dias para as eleições de 18 de maio, a sondagem encomendada pela RTP, o Público e a Antena 1 à Universidade Católica aponta para a liderança continuada da Aliança Democrática nas intenções de voto, mas também para uma ligeira subida do Partido Socialista.

De acordo com os resultados apurados pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (Cesop) da Universidade Católica, a AD mantém os mesmos 32% das intenções de voto face à última sondagem realizada pela mesma instituição, divulgada a 28 de abril. Já o PS sobe de 26% para 28%, o que, no universo destes valores, sugere a possibilidade de um empate técnico.

No entanto, é o próprio Cesop a afirmar neste estudo que, não obstante a margem de erro poder resultar num empate técnico entre os dois partidos, “no contexto do conjunto das sondagens publicadas até à data, é mais correto afirmar que, neste momento, a AD tem mais intenções de voto do que o PS”.

No que toca aos restantes partidos, o Chega fecha o pódio com uma subida ligeira de 19% para 20% e a Iniciativa Liberal segue atrás com os mesmos 6% que já tinha no inquérito de 28 de abril. Quanto aos partidos à esquerda, todos recuam: o Livre passa de 5% para 4%, a CDU de 4% para 3% e o Bloco de Esquerda de 3% para 2%.

A fechar o quadro nesta sondagem, o PAN sobe meio ponto percentual para 1,5%, mas a grande surpresa é que o Juntos Pelo Povo regista intenções de voto entre os 0,5% e os 1%, ou seja, pode eleger, beneficiando potencialmente de uma votação elevada no arquipélago da Madeira, onde foi fundado.

Outro dado importante a reter nesta sondagem é que, tendo sido realizada entre 28 de abril e 6 de maio, as entrevistas aos inquiridos já decorreram com a campanha eleitoral em curso e depois de todos os debates televisivos e da rádio. Se, por um lado, 57% dos entrevistados garante que já tem uma intenção de voto definida, há 15% de indecisos.

Segundo o Cesop, os eleitores mais ferreamente decididos a manter o seu sentido de voto são os do Chega (77%), seguindo-se PS (69%), AD (64%), CDU (61%) e BE (59%). Em sentido contrário, PAN, Livre e Iniciativa Liberal são partidos que “estão muito mais expostos a alterações do que outras forças partidárias”.

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No que toca a entendimentos pós-eleitorais, 25% dos inquiridos acredita que a melhor opção é um governo “com um executivo apoiado por PSD, CDS, PPM e outros partidos à direita”, apesar do “não é não” que Montenegro mantém face ao Chega. As outras hipóteses com mais força são ora um governo com maioria absoluta da AD, ora um executivo liderado pelo PS mas apoiado pelas restantes forças de esquerda, tendo ambas 19%. Apenas 14% acredita que a melhor solução é um bloco central entre AD e PS e 8% acha que seria melhor PS governar com maioria.

Por fim, Montenegro mantém-se destacado como o candidato mais apreciado pelos inquiridos, com 47% a considerarem que seria o melhor primeiro-ministro de todos os concorrentes, (eram 46% a 28 de abril). Pelo contrário, apesar da subida ligeira do PS, Pedro Nuno Santos vê a sua popularidade cair, com apenas 28% a preferirem-no (eram 34% na anterior sondagem). Todavia, há que destacar que 25% dos inquiridos, ou seja, um quarto, não sabia quem escolher ou optou por não responder a esta questão.

A  sondagem teve como base 1464 entrevistas válidas, com margem de erro máximo de 2,5%, para um nível de confiança de 95%.