A sonda soviética Kosmos-482, que esteve durante mais 50 anos na órbita da Terra caiu, na manhã deste sábado, no Oceano Índico. O equipamento que pesava 500 quilos entrou nas camadas mais densas da atmosfera às 9h24 (hora de Moscovo, menos duas horas em Portugal) a 560 quilómetros a oeste das Ilhas indianas de Andamão, avançou a Roscosmos. Segundo os cálculos dos especialistas da atual agência espacial russa, os destroços caíram no mar, a sul da ilha de Jacarta, na Indonésia.

Lançada pela antiga União Soviética em 1972 para estudar Vénus, a sonda nunca saiu da órbita terrestre e nunca chegou ao seu destino final. A NASA esperava que reentrasse na atmosfera entre 7 a 13 de maio, mas vários astrónomos já esperavam que os destroços do equipamento caíssem este sábado de manhã na superfície da Terra, entre as 7h e as 12h.

Havia algumas dúvidas sobre se a sonda de um metro de diâmetro poderia ou não cair em algum continente e causar danos, dado que se tratou de uma reentrada não controlada, mas isso acabou por não acontecer. 

O objeto Cosmos 482 foi uma tentativa no âmbito do projeto Venere, com o qual a extinta União Soviética lançou várias sondas para estudar o planeta Vénus, informou a NASA. Foi lançada em 31 de março de 1972, poucos dias depois da Venere 8, mas não conseguiu sair da órbita baixa da Terra.

Depois de uma aparente tentativa de lançamento numa trajetória de transferência para Vénus, a nave separou-se em quatro pedaços: dois permaneceram na órbita baixa da Terra e desfizeram-se em 48 horas, e os outros (um deles a sonda de aterragem) entraram numa órbita mais alta, de acordo com dados da agência norte-americana.