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São duas horas. As notícias com Hugo Fortunato de Oliveira.
Muito boa noite. À sétima jornada do campeonato, o Futebol Clube do Porto continua invicto e é líder isolado na classificação. No primeiro clássico da temporada e a jogar em casa, os Dragões levaram a melhor sobre o Benfica por 3 x 1. Os azuis e brancos abriram o marcador perto da meia hora com gol de Gabri Veiga. As dificuldades para a turma encarnada aumentaram ao minuto 35, com a expulsão por duplo amarelo do central francês Clément Lenglet. Já na segunda parte, o Benfica conseguiu empatar aos 51 minutos com gol de Alexander Bah. No entanto, a igualdade durou pouco. Aos 54 minutos, Frauld fez o 2 x 1 e já perto do minuto 60, Mbemba fechou o marcador nos 3 x 1. No final do jogo, o treinador dos Dragões, Francesco Farioli, considera que a equipa podia ter reagido melhor ao fato de estar em superioridade numérica, mas deixou os parabéns aos Dragões pelo triunfo.
Depois do cartão vermelho, passamos por uma fase em que não estivemos no nosso melhor. Perdemos um pouco o rumo e no final já não conseguimos fazer nada. Claro que estes resultados são extremamente importantes, mas como disse na entrevista anterior, o caminho vai ser muito longo. Por isso, os rapazes merecem aproveitar a noite de hoje e assim que regressarmos das seleções, vamos focar-nos no trabalho, porque temos uma longa caminhada pela frente.
A promessa de trabalho de Francesco Farioli. Já o treinador do Benfica, Marco Silva, pede mais maturidade à equipa para enfrentar este tipo de duelos.
Teremos que crescer para jogar em contextos como este, em ambientes e outras coisas mais, mas isso é para nós falarmos, para nós crescermos e naturalmente sermos mais maduros. Simplesmente isso. Por isso mesmo eu digo que nós perdemos o jogo esta noite. Perdemos três pontos importantes para nós. Infelizmente para nós há uma paragem. Todas as narrativas que se irão falar e que se irão dizer, nós temos que voltar mais fortes após a paragem. Começar também por agradecer aos nossos adeptos o apoio.
Marco Silva, em declarações na conferência de imprensa depois do jogo. Com este resultado, o Futebol Clube do Porto é líder isolado com 21 pontos. Quanto ao Benfica, mantém o segundo lugar da tabela com 16, ficando agora a cinco pontos da liderança. Seguimos com o calor, que vai continuar. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera decidiu alargar os avisos amarelos por causa do tempo quente a 16 distritos de Portugal continental. As temperaturas máximas vão manter-se elevadas e podem ultrapassar os 30 graus na generalidade do território continental. O aviso prolonga-se até às 18h de quarta-feira em Bragança, Viseu, Évora, Guarda, Vila Real, Lisboa, Castelo Branco e Portalegre. Noutros distritos, os avisos terminam mais cedo. Em Setúbal, vigora até às 19h desta segunda-feira, enquanto no Porto, Santarém, Viana do Castelo, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga estão em aviso amarelo até às 18h de terça-feira. E calor é sinônimo de fogos. A esta hora está em curso um incêndio em Castro Daire, no distrito de Viseu. As chamas deflagraram por volta das 20h30. No combate estão empenhados mais de 140 operacionais, apoiados por 40 veículos. Ainda na região centro do país, depois de um fim de semana difícil, situação mais calma agora no distrito de Coimbra. Os fogos de Miranda do Corvo e de Arganil foram extintos e estão agora em fase de vigilância. Também o incêndio da Tábua já entrou em fase de resolução. Ainda assim, no terreno, na região de Coimbra, continuam perto de 500 operacionais nas operações de rescaldo, apoiados por mais de 150 viaturas. Na política, o presidente do CHEGA apela ao primeiro-ministro que esclareça de forma rápida e transparente o negócio da compra de ações da REN. André Ventura diz que quer evitar o novo caso Luís Neves. No sábado, André Ventura tinha já anunciado que o partido vai pedir a presença do ministro das Finanças no Parlamento para explicar a compra de ações da elétrica, face às notícias que dão conta de que membros do Governo, direta ou indiretamente, terão recebido comissões e detém ações na REN. Na tarde deste domingo, em declarações aos jornalistas, o líder do CHEGA, André Ventura, apelou à transparência do primeiro-ministro.
Para não termos aqui outro caso Luís Neves ou parecido. A transparência é sempre a melhor solução. Se há questões, que não parece que sejam de reserva da vida privada, quer dizer, se a família ou se a pessoa diretamente tem ações da REN ou não, não me parece ser uma questão de reserva da vida privada, francamente. E no negócio em que o próprio governo decidiu intervir na REN, eu apelava ao primeiro-ministro que esclarecesse isto. Houve ou não comissões pagas no negócio da REN? Há suspeitas de luvas no negócio da REN? É grave, é um sinal de que podemos ter aqui coisas mal explicadas e até, eventualmente, corrupção.
Declarações do líder do CHEGA na freguesia do Caniçal, na Madeira, André Ventura, de registos aqui da RTP. André Ventura defende que os esclarecimentos deveriam ser dados antes do ministro das Finanças ir ao Parlamento, conforme solicitado pelo partido. E a presidente da Câmara Municipal de Matosinhos diz que o secretário-geral do PS tem condições para ser primeiro-ministro. Luísa Salgueiro cumpre o último mandato à frente da autarquia, numa altura em que faz pela primeira vez também parte da direção nacional do PS. A dirigente socialista aponta para as sondagens, que têm estado mais favoráveis a José Luís Carneiro, para lhe dizer que não é a única a considerar que o líder dos socialistas está apto para governar.
O que temos visto é que não são só os socialistas que pensam isso. A maioria dos portugueses também considera que José Luís Carneiro é a pessoa que tem mais condições para ser o futuro primeiro-ministro.
Está a apontar para as sondagens.
São o instrumento que temos para fazer essa avaliação. Não é uma opinião minha, é aquilo que as várias sondagens têm dito.
Mas os dados também não mostram que o PS está assim tão à frente para conseguir, por exemplo, governar.
Não está muito à frente, mas é melhor estar pouco à frente e estar à frente.
Ainda assim, Luísa Salgueiro admite que até à data seria difícil para o PS criar condições de governabilidade. Era possível criar condições de governabilidade com os números que temos hoje?
Muito dificilmente. O PS terá sempre que ter um apoio parlamentar para poder ser governo, não temos condições de maioria. Portanto, isso dependerá dos resultados eleitorais e da distribuição de mandatos que houver na Assembleia da República. Sendo certo que governar sozinho com um acordo de base parlamentar é sempre possível.
Luísa Salgueiro, a presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, em entrevista ao Observador, a autarca socialista, que até às últimas autárquicas foi presidente da Associação Nacional de Municípios, admite ainda que o modelo de descentralização lançado pelos governos do PS precisa de correções, mas rejeita que tenha sido mal desenhado à partida. Seguimos com a atualidade internacional. Volodymyr Zelensky vai reunir-se com o presidente dos Estados Unidos em Nova Iorque, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas. A informação é avançada pelo próprio presidente da Ucrânia, através da rede social X. Na publicação, Zelensky diz que falou com Trump e que os dois concordaram em encontrar-se numa reunião que, segundo o líder ucraniano, poderá mudar muitas coisas. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, adianta que há ideias para desescalar o conflito e para abordar problemas fundamentais de segurança com os Estados Unidos. Na Alemanha, hecatombe para o chanceler alemão Friedrich Merz. A CDU sofreu uma dupla derrota nas eleições regionais deste domingo, que aumenta ainda mais a pressão sobre o governo central. Na capital, Berlim, os conservadores perderam terreno para a esquerda radical. Já em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, no leste do país, o resultado é ainda mais duro. A CDU obteve o pior resultado desde a Segunda Guerra Mundial, enquanto o partido de extrema-direita, AfD, Alternativa para a Alemanha, assume-se como a força mais votada. Na reação, Friedrich Merz fala num desastre e assume responsabilidade política por estas derrotas. Hoje assistimos a duas eleições com resultados muito diferentes. Não podemos amenizar o resultado em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental. É um desastre. A CDU lutou, mas no final acabou por ser esmagada no confronto entre o SPD e a AfD. As reformas têm de avançar. É claro que isso nos coloca a todos numa situação difícil, mas assumimos essa responsabilidade. Eu assumo essa responsabilidade porque quero fazer o nosso país avançar. Palavras de Friedrich Merz, na reação às pesadas derrotas da CDU em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental e também em Berlim. O chanceler alemão promete, ainda assim, não abandonar o cargo. Eleições também na Rússia, onde, sem surpresas, o partido de Vladimir Putin venceu com a maioria dos votos. Estas são as primeiras eleições legislativas russas desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia, em 2022, e decorrem num contexto de forte controle político por parte do Kremlin. O Rússia Unida, o partido liderado pelo presidente russo, conquistou cerca de 57% dos votos. Segundo a Comissão Eleitoral Central, o Partido Comunista da Rússia é o segundo mais votado, com cerca de 13%. Seguem-se os ultranacionalistas do Partido Liberal Democrático da Rússia e o Partido Liberal Novo Povo. Com estes resultados, o Rússia Unida de Putin mantém o domínio da Duma, a Câmara Baixa do Parlamento Russo. Ponto final nesta edição das duas da manhã. O essencial das notícias é atualizado às 14h30.