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Mais de 390.000 computadores foram infetados com o "malware" Lumma, anunciou a Microsoft

Este artigo tem mais de 1 ano

O Lumma Stealer, focado na Europa, roubava senhas e criptomoedas para resgates e ataques. Microsoft e autoridades bloquearam 2.300 domínios e derrubaram a infraestrutura dos hackers.

epa08963662 (FILE) -  The Microsoft Windows logo at the COMPUTEX, the largest computer show in Asia, in Taipei, Taiwan, 31 May 2016 (reissued 25 January 2021). Microsoft is to release their fiscal year 2021 2nd quarter results on 26 January 2021.  EPA/RITCHIE B. TONGO *** Local Caption *** 55570475
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A disseminação do vírus concentrou-se principalmente no continente europeu

RITCHIE B. TONGO/EPA

A disseminação do vírus concentrou-se principalmente no continente europeu

RITCHIE B. TONGO/EPA

A Microsoft anunciou nesta quarta-feira que 394.000 computadores com o sistema operacional Windows em todo o mundo foram infetados com o malware Lumma, e as autoridades internacionais estão a tentar desmantelar a rede de crimes cibernéticos por trás.

Os computadores foram infetados entre 16 de março e 16 de maio pelo Lumma Stealer, uma ferramenta dos hackers para roubar dados como senhas, contas bancárias e carteiras de criptomoedas, que depois usam para exigir resgates ou atacar serviços essenciais, disse a Microsoft numa publicação no blog.

A “gigante” da tecnologia explicou que, em 13 de maio, a unidade de crimes cibernéticos entrou com uma ação judicial num tribunal da Geórgia (EUA), que lhe permitiu “apreender e facilitar a remoção, suspensão e bloqueio de aproximadamente 2.300 domínios” que compunham “a infraestrutura da Lumma”.

[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 1.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]

O Departamento de Justiça dos EUA, paralelamente, “apreendeu a estrutura de comando central da Lumma e interrompeu os mercados onde a ferramenta era vendida para outros criminosos cibernéticos”, enquanto autoridades na Europa e no Japão ajudaram a suspender a infraestrutura local do programa.

A disseminação do vírus concentrou-se principalmente no continente europeu, de acordo com um mapa compartilhado pela Microsoft no seu blog, que mostra Alemanha, Polónia, Holanda e outros países próximos em vermelho, bem como partes da Espanha e Portugal, mas também o leste dos EUA, Brasil e México.

Microsoft

“Trabalhando com as autoridades policiais e parceiros da indústria, cortámos as comunicações entre a ferramenta maliciosa e as vítimas”, disse a Microsoft, o que implica que os computadores infetados já não estão em risco.

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