O candidato à liderança do Partido Socialista, José Luís Carneiro, criticou esta manhã o facto de o programa do Governo trazer “propostas que não foram discutidas em campanha eleitoral”, referindo que é uma “atitude incorreta” que “merece a censura” do PS.
“Verificar que um programa de Governo, que tem propostas políticas que não foram sujeitas ao escrutinio dos portugueses em momento eleitoral, parece-me que é uma atitude incorreta que merece a nossa censura”, afirmou o deputado socialista em declarações aos jornalistas.
José Luís Carneiro diz que existem essencialmente “duas matérias que não foram abordadas em sede de campanha eleitoral”, mas que agora se encontram no programa do Governo dando especial atenção a “matérias laborais” e a “questão da Saúde”, sem detalhar exatamente as medidas em questão.
O socialista refere que estas “duas matérias” vão “merecer uma apreciação estudada e fundamentada do PS” e indica que o partido “vai colocar-se sempre do lado do país e das preocupações das pessoas”. Em declarações aos jornalistas, José Luís Carneiro afirma que quer que o PS seja o “grande promotor das mudanças e da transformação da qualidade de vida das pessoas” em Portugal.
Também Carlos César apontou críticas à estratégia do Governo. “Montenegro chega-se mais à direita. Viverá com isso? Que a AD deve governar … essa foi a decisão dos portugueses. Por isso, o PS não deve aprovar uma moção de rejeição no parlamento. Mas … a AD ainda acrescenta, para seduzir a IL e o Chega , a promessa de medidas, a nosso ver negativas”, escreveu o presidente do PS numa publicação no Facebook.
Carlos César acrescentou que a AD omitiu essas propostas no programa eleitoral, mas que agora as inclui no programa de Governo. Garante que o PS se vai opor às medidas, sem concretizar quais. “Isso quererá dizer que teremos de ser mais oposição do que já prevíamos. Seremos, sem dúvida!”, assegurou.