Oito estavam feitos, o nono confirmado, um décimo entre as conjeturas possíveis. Nunca FC Porto e Benfica tiveram uma temporada com tantos clássicos, jogando entre si em todas as quatro competições nacionais e tendo resultados distintos com mais vitórias para os dragões do que para os encarnados. Ainda assim, e por mais que as equipas se conhecessem de trás para a frente, havia sempre algo que mudava. Nuances táticas, agressividade a defender, intensidade a atacar, problemas físicos, um dia de maior ou menor inspiração. E era tudo isso que fazia a fronteira entre o tetracampeonato para o Benfica ou a ida à “negra” na Luz.

Benfica vence FC Porto e fica a uma vitória do tetra na Liga de basquetebol

“Tivemos dois jogos difíceis em Lisboa, especialmente no primeiro senti que poderíamos ter ganho. No jogo 3 no Dragão Arena fomos muito mais fortes. Esta é uma equipa que não desiste. Os adeptos ajudaram e jogar aqui dá-nos uma força extra. Estou entusiasmado para o jogo 4 também em casa e espero que haja a mesma energia no pavilhão. É importante para nós descansar e voltar a ganhar”, referira o base Max Landis.

“É um ambiente mais difícil, como é evidente, eles tiveram um grande apoio. Temos de entrar melhor no jogo. Acho que entrámos muito mal neste jogo 3 e depois, ao longo da partida, fomos muito pouco eficazes, fugimos muito do nosso modelo. Defensivamente não estivemos mal mas ofensivamente temos de procurar ter mais eficácia. Não podemos entrar em euforias apesar das vitórias em casa. Agora temos de dar tudo para ganhar já a Liga, não podemos estar a pensar que existe um jogo 5″, frisara o técnico Norberto Alves.

Os dados de um clássico que poderia ser decisivo estavam lançados, depois de um jogo 1 da final que podia ter caído para qualquer lado, um jogo 2 onde o Benfica foi melhor e um jogo 3 onde a entrada do FC Porto foi determinante para resolver cedo a questão. Agora, houve pouca história e, pela segunda vez este século, os encarnados conseguiram conquistar o tetracampeonato no encontro mais desequilibrado da final.

Ainda assim, nada fazia prever aquilo que iria acontecer a partir do segundo período. Apesar de não ter entrado bem no jogo, com muitos lançamentos falhados, o FC Porto recuperou, passou para a frente e chegou a ter cinco pontos de vantagem (19-14) antes de um parcial de 7-0 que colocou o Benfica na frente no final dos dez minutos iniciais. A partir daí, os encarnados dominaram por completo: defenderam muito melhor, foram exímios na escolha de lançamentos para aumentar a percentagem de eficácia, chegaram ao intervalo com mais de 20 pontos de vantagem (49-28) e conseguiram depois cavalgar essa liderança numa exibição que mostrou bem como foram sempre a melhor e mais regular equipa da prova até ao 93-71.