“Durante a temporada não conseguimos atingir os objetivos mínimos e este jogo também acaba por ser um reflexo da época. Tínhamos de ganhar jogo e, provavelmente, por alguns golos de diferença, por isso é que arriscámos muito. Eles são muito bons nas transições, tiveram várias situações que nós não conseguimos parar. Aí esteve um pouco a chave do jogo. Quero agradecer aos adeptos. Tentámos dar o nosso melhor mas não chegou. Futuro? É sempre um orgulho defender este clube. É o meu clube. Comecei no Santander, clube da minha terra, mas este é o clube do meu coração. Fim de carreira? Não acho que seja o mais importante falar individualmente… Temos de pensar no grupo, nas muitas coisas que não fizemos porque este clube merece muito mais. Agora é descansar e pensar no que temos de fazer melhor.”

Nem o rico S. João ajudou a limpar a má imagem de um dragão que outrora ostentava a divisa de campeão (a crónica do FC Porto-Al Ahly)

Visivelmente cansado depois do encontro frente ao Al Ahly, que terminou com um empate a quatro que ditou o afastamento do FC Porto do Mundial de Clubes, Iván Marcano assumia a passagem falhada dos dragões na competição, admitia que a equipa tinha obrigação de fazer mais mas fintava todas as questões sobre o futuro com essa garantia de que os azuis e brancos eram o seu clube. Assim ficará, num outro contexto: apesar de haver essa janela aberta pela titularidade na competição, a porta da continuidade estava fechada.

“O vínculo contratual de Iván Marcano terminou e o atleta de 38 anos está de saída após dez temporadas ao serviço do FC Porto. Nas duas passagens pela Invicta, a primeira entre 2014 e 2018 e a segunda desde 2019, o central espanhol realizou 267 jogos com a camisola azul e branca e consagrou-se como o defesa mais goleador da história portista (31). Confirmada a partida de Iván Marcano, o FC Porto deseja-lhe as maiores felicidades para o futuro”, revelaram os dragões em comunicado emitido na manhã desta quarta-feira.

A história para um, a história de outro: Marcano torna-se o central mais goleador do FC Porto em dia de regresso de Pepe antes do Mundial

Contratado em 2014 aos russos do Rubin Kazan, depois de ter passado por empréstimo pelo Olympiacos, o central espanhol que foi internacional Sub-21 cumpriu quatro temporadas nos dragões e saiu depois a custo zero para a Roma, fazendo apenas uma época na Serie A antes de voltar à Invicta. Marcano sai com oito títulos conquistados pelos azuis e brancos, entre três Campeonatos, três Taças de Portugal, uma Taça da Liga e uma Supertaça. Agora, tudo aponta que possa terminar a carreira após deixar o Dragão.

Com a saída do experiente jogador, o FC Porto perde não só uma referência no plantel também em termos de antiguidade mas também mais um central, depois da saída de Tiago Djaló após empréstimo e a vontade de vende Otávio neste mercado de transferências. Desta forma, Francesco Farioli, mais do que provável técnico dos dragões na próxima temporada, contará apenas com Nehuén Pérez e Zé Pedro para a posição.