A xAI, empresa de Elon Musk, pediu desculpa pelas mensagens extremistas e abusivas publicadas pelo assistente de Inteligência Artificial (IA) Grok no início da semana passada.
“Pedimos desculpa pelo comportamento horrível que muitos poderão ter observado”, escreveu a empresa na sua conta oficial na rede social X, citada pela agência Europa Press. Após uma atualização em 7 de julho, algumas das respostas do chatbot elogiaram Adolf Hitler, denunciaram “estereótipos anti-brancos” no X e a representação “desproporcionada” de judeus em Hollywood.
Update on where has @grok been & what happened on July 8th.
First off, we deeply apologize for the horrific behavior that many experienced.
Our intent for @grok is to provide helpful and truthful responses to users. After careful investigation, we discovered the root cause…
— Grok (@grok) July 12, 2025
De acordo com os responsáveis pelo Grok, os comentários inapropriados relatados pelo assistente podem estar relacionados com novas instruções incorporadas no modelo, aquando da última atualização.
Segundo a agência de notícias, os programadores pediram ao interface para “ser franco” e não ter “medo de ofender as pessoas politicamente corretas”, ao mesmo tempo que pedem respostas geradas “como um humano”, de forma a encorajar o utilizador a continuar a conversa.
Estas instruções “levaram o Grok a ignorar os seus valores fundamentais em determinadas circunstâncias” e a produzir respostas “com opiniões pouco éticas e polémicas”.
Em alguns casos, o modelo de IA procurou “validar as orientações do utilizador, incluindo discurso de ódio”, admitiu a xAI, em vez de “responder de forma responsável ou recusar-se a responder a perguntas questionáveis”.
Para remediar os erros recentes do modelo, os engenheiros retiraram as novas instruções, pois dizem querer que “o Grok produza respostas úteis e honestas para os utilizadores”, afirmou a empresa.
Desde a sua criação em 2023, o Grok foi apresentado por Elon Musk como um assistente de IA menos politicamente correto do que os seus principais concorrentes, como o ChatGPT, tendo sido programado com menos restrições.