O incêndio que atingiu o concelho de Sabrosa entrou em fase de resolução pelas 9h40 desta quinta-feira, mantendo-se no local 289 operacionais, 93 viaturas e um helicóptero pesado, segundo a Proteção Civil. Mantêm-se, no entanto, os meios no terreno – incluindo cerca de 300 bombeiros – em trabalhos de consolidação e rescaldo deste fogo que deflagrou na quarta-feira em Feitais e desceu, depois, para Souto Maior.

A informação foi transmitida à agência Lusa pelas autoridades no local. Anteriormente, numa atualização feita pelas 8h00, o comandante sub-regional do Douro, Miguel Fonseca, tinha dito que o incêndio tinha apenas uma frente ativa, preocupante pelos acessos difíceis, e que 90% do seu perímetro estava dominado.

Pela hora de almoço, o comandante sub-regional do Douro, Miguel Fonseca, disse que “o incêndio está em resolução, estando os trabalhos a decorrer favoravelmente e de acordo com o planeado”.

Ao longo desta manhã, tem estado a atuar um helicóptero pesado. Para este incêndio chegaram a estar mobilizados na noite desta quarta cerca de 370 homens, apoiados por cerca 115 viaturas, entre bombeiros, GNR, Força Especial de Bombeiros, Cruz Vermelha, INEM. Durante a tarde operaram oito meios aéreos.

Área ardida neste fogo ronda os 600 hectares de pinhal, mato e vinha

A presidente da Câmara de Sabrosa, Helena Lapa, disse que, numa primeira estimativa, a área ardida neste fogo ronda os 600 hectares de pinhal, mato e vinha.

Em declarações à agência Lusa, a autarca afirmou que ainda vai ser feita uma avaliação no terreno dos estragos causados pelo incêndio que lavrou desde as 13h30 de quarta-feira neste concelho do distrito de Vila Real, mas adiantou que uma primeira estimativa aponta para uma área ardida de 600 hectares.

“A noite correu bem, baixou bastante a temperatura e aumentou a humidade, e conseguiram-se tapar quase todos os perímetros à exceção de um, mas agora com um meio aéreo penso que ficará sanada essa situação”, referiu a autarca.

O fogo bateu muito perto de casas na aldeia de Souto Maior, mas não houve danos em habitações. “Tem havido investimento em criar faixas de gestão de combustível e há uma mesmo aqui por cima, e, portanto, presumo que tenha ajudado a que, dada a dimensão do incêndio, não tenha afetado as habitações”, realçou a autarca.

À Rádio Observador, a presidente da Câmara de Sabrosa, Helena Lapa, tinha dito que “não foi preciso retirar os habitantes de duas pequenas povoações”, como chegou a estar previsto.