Morreu este domingo, 20 de julho, José Maria Marin, antigo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), aos 93 anos, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. A causa da morte não foi comunicada. O velório decorre este domingo na capital paulista, informou a CBF em comunicado. Marin ficou conhecido pelo papel importante no futebol brasileiro e, mais recentemente, pela condenação por corrupção dentro da FIFA, pela qual esteve preso nos EUA até 2020.

Na juventude, Marin chegou a jogar pelo São Paulo, disputando 20 partidas entre 1950 e 1952. Além do futebol, também esteve envolvido na política. Foi eleito vereador e deputado estadual por São Paulo entre 1960 e 1970, e foi vice-governador de Paulo Maluf, tendo assumido o cargo de governador do estado de São Paulo por 10 meses em 1982.

Marin assumiu a presidência da CBF em 2012, após a renúncia de Ricardo Teixeira, que presidiu à instituição por 23 anos. O dirigente permaneceu no cargo até 2015, ao mesmo tempo em que presidiu ao Comitê Organizador do Campeonato Mundial de Futebol de 2014, que se realizou no Brasil. Entretanto, em maio de 2015, José Maria Marin foi acusado de corrupção numa investigação do FBI conhecida como Fifagate. O dirigente foi preso na Suíça em 2015 e em 2018 condenado a quatro anos de prisão por um tribunal em Nova Iorque.

O dirigente foi considerado culpado de conspiração para o recebimento de dinheiro ilícito, conspiração para fraude relativa à Libertadores, conspiração para lavagem de dinheiro relativa à Libertadores, conspiração para fraude relativa à Copa do Brasil, conspiração para fraude relativa à Copa América e conspiração para lavagem de dinheiro relativa à Copa América, tendo recebido 6,5 milhões de dólares desde o início da gestão da CBF. A FIFA anunciou em 2019 que Marin estava banido do futebol pelo resto da vida. Em 2020 foi libertado durante a pandemia de Covid-19 e, em 2023, foi vítima de um acidente vascular cerebral.