Começou bem, acabou mais ou menos bem. Dependendo sempre da perspetiva de quem analisa, pode-se dizer que, de certa forma, esta tem sido a frase que melhor resume a temporada de Miguel Oliveira, que continua a mostrar-se forte nos arranques, mas peca no ritmo de corrida, ficando às portas dos pontos. Foi o que aconteceu este sábado em Brno, com o português da Pramac a sair da 17.ª posição e a ganhar quatro posições antes da primeira curva, para acabar a corrida Sprint precisamente no 13.º lugar, a sete segundos de Marc Márquez (Ducati) que, mesmo com problemas na pressão dos pneus, garantiu mais uma vitória numa temporada que tem sido dominada por si. Já este domingo, no warm-up, Oliveira foi o quinto mais rápido, a cerca de dois décimos do espanhol, numa sessão em que até esteve a liderar no último minuto, deixando bons sinais para a parte da tarde.
“A Qualificação não voltou, definitivamente, a ser boa. Tivemos bastante dificuldade em fazer uma volta rápida e limpa. Acabei por fazer o meu ataque de tempo com o pneu traseiro médio, porque o macio estava a deslizar para todo o lado, por isso optei pelo médio. O problema é que não encontrámos o mesmo nível de aderência que tínhamos durante o teste, por isso, depois de passar dois dias inteiros aqui, parece que o teste foi quase inútil. Tivemos então uma reunião com a equipa e decidimos fazer uma mudança significativa na geometria da moto para a Sprint, seguindo a configuração que o Jack [Miller] e o Fabio [Quartararo] estão a utilizar atualmente — coisas como a distribuição de peso, a distância entre eixos e muito mais. Não estava totalmente confortável com isso, uma vez que a moto parece muito diferente de conduzir, mas pelo menos foi uma sessão valiosa em preparação para a corrida de amanhã [domingo], que vai ser longa”, assumiu o piloto de Almada no final do dia de sábado.
More than 200,000 fans have welcomed us back to Brno! ????
Thank you all for making it such a memorable return! ❤️#CzechGP ???????? pic.twitter.com/FIpjt4rkzu
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Desta forma, estavam reunidas todas as condições para um Grande Prémio da República Checa que teve Pecco Bagnaia (Ducati), Márquez e Quartararo (Yamaha) a largarem da primeira linha da grelha de partida, com Oliveira a sair do segundo lugar da sexta linha. Na primeira de 21 voltas, Miguel Oliveira voltou a começar forte e entrou de imediato nos pontos, subindo ao 15.º lugar. Na frente, Bagnaia segurou a pole position e Marco Bezzecchi (Aprilia), que entrou ao ataque, subiu ao segundo lugar. Na volta seguinte, o italiano aproveitou um erro do compatriota e assumiu a liderança, numa fase em que, atrás, Fermín Aldeguer (Gresini) ultrapassou o português. Ainda nessa volta, Álex Márquez (Gresini) perdeu a frente da mota entre as curvas 11 e 12, tocou em Joan Mir (Honda) e ambos caíram. Na luta pelo pódio, Pedro Acosta (KTM) aproveitou para ultrapassar Bagnaia e subir ao terceiro lugar, com Oliveira já em 13.º.
Arranca a corrida em Brno e Pecco Bagnaia consegue manter a liderança apesar do ataque de Marc Márquez ????#sporttvportugal #MOTOGPnaSPORTTV #MotoGP #CzechGP pic.twitter.com/5Wzusoojog
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Na sexta volta, Miguel Oliveira perdeu, de uma assentada, cinco posições e acabou a volta com uma quebra de três segundos, tendo sofrido um eventual toque de Aldeguer quando o espanhol o tentava ultrapassar — numa informação revelada pela SportTV com base num espectador no local, dada a falta de imagens na transmissão televisiva. De recordar que foi o rookie da Gresini provocou o incidente que deixou Oliveira de fora das corridas quase dois meses, no início da temporada. Pouco depois, Enea Bastianini (Tech3) perdeu a frente na travagem para a curva 3 e embateu nas barreiras de proteção. Na volta oito, Márquez, que seguia em ritmo de gestão, atacou Bezzecchi e assumiu a liderança. A partir daí, o 93 descolou de vez e partiu rumo a mais uma confortável vitória. Com o português a mais de três segundos de voltar aos lugares dos pontos e Márquez com 1,5 segundos de avanço, a corrida entrou num ritmo mais controlado.
Marc Márquez passa para a liderança em Brno ????#sporttvportugal #MOTOGPnaSPORTTV #MotoGP #CzechGP pic.twitter.com/ZgGN0rHW05
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Marc Márquez manteve o ritmo até ao fim e garantiu a sua oitava vitória da temporada em 12 corridas, a quinta consecutiva, e a quarta na República Checa no escalão máximo do motociclismo. Marco Bezzecchi acabou em segundo e Pedro Acosta no lugar mais baixo do pódio. Miguel Oliveira não conseguiu recuperar depois do incidente e terminou no mesmo lugar em que começou: 17.º. O português leva agora três Grandes Prémios sem chegar aos pontos. Destaque ainda para Jorge Martín (Aprilia) que, depois de três meses de ausência e de só ter estado no Grande Prémio do Qatar, terminou em sétimo e pontuou pela primeira vez em 2025. No Mundial de pilotos, Márquez parte para a pausa de verão com 120 pontos de vantagem para o irmão Álex (381 contra 261), com Pecco Bagnaia a posicionar-se no terceiro lugar, com 213 pontos.