Sexta-feira não foi um bom dia para Miguel Oliveira. Na abertura do Grande Prémio da República Checa, a chuva marcou as primeiras sessões de treinos livres, que terminaram com o piloto da Pramac a falhar o acesso direto à Q2, depois de ter ido além do 19.º lugar no primeiro dia de Brno, terminando a quase dois sessões de Marc Márquez (Ducati). Este sábado, os sinais melhoraram ligeiramente, mas a posição do português voltou a ficar aquém do esperado. Já sem chuva e com a pista totalmente seca, o que não acontecia desde 2020, o líder do Mundial bateu o recorde do circuito, com Oliveira a terminar o TL3 em 11.º, a 0,8 segundos. Pouco depois, até reduziu as distâncias para os 0,5, mas acabou a Q1 no sétimo lugar, partindo de 17.º. Com uma queda na última volta, Márquez perdeu a pole position para Pecco Bagnaia (Ducati).
“O meu principal problema é que estou a sobrecarregar o pneu dianteiro e, à medida que a pista seca cada vez mais, não consigo manter velocidade suficiente nas curvas e também perco muito nas zonas de travagem. Por isso, precisamos de reduzir um pouco a carga no pneu dianteiro. Com um pneu e uma estratégia diferente, podia ter ido um pouco mais rápido, mas essa sensação na dianteira está a atrapalhar-me. Quando se entra numa curva, não se quer toda essa flutuação na dianteira. Por outro lado, no piso molhado, a sensação foi boa, a aderência foi sólida e fiquei feliz com isso. Agora vamos ver o que a corrida nos reserva. Continuo muito confiante, especialmente considerando o trabalho que fizemos durante os testes. Preciso de manter a confiança”, confessou o piloto de Almada no final das sessões de sexta-feira.
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Com Jorge Martín (Aprilia) de regresso oito Grandes Prémios depois, a corrida Sprint começou com Bagnaia a segurar o primeiro posto com um grande arranque, à semelhança de Miguel Oliveira, que subiu de imediato ao 13.º lugar, perdendo depois a posição para Jack Miller (Pramac). Ainda assim, na primeira volta, Marc Márquez assumiu de vez a liderança. Pouco depois, Augusto Fernández (Yamaha) caiu e levou consigo Takaaki Nakagami (Trackhouse), com os dois a abandonarem a prova. Na terceira volta, Oliveira voltou à carga e recuperou o 13.º posto a Luca Marini (Honda). A meio da prova, Bagnaia teve um problema na Ducati e caiu para o quinto lugar em pouco tempo, com Pedro Acosta (KTM) a assumir a perseguição a Márquez, que seguia com mais de 2,5 segundos de avanço.
A cinco voltas do fim, os problemas voltaram a assolar os primeiros, com Marc Márquez a perder o ritmo e a ceder três segundos em apenas um setor, com Acosta a aproveitar para assumir a liderança. Contudo, na penúltima volta, o líder do Mundial recuperou a posição e chegou à 11.ª vitória da temporada em corridas Sprint, estendendo o seu domínio. Pedro Acosta segurou o segundo lugar e, depois de uma luta com Marco Bezzecchi (Aprilia), Enea Bastianini (KTM) fechou no pódio. Miguel Oliveira acabou com um aviso de limites de pista, no 13.º lugar, fora dos pontos. No Mundial de pilotos, Márquez chegou aos 356 pontos, contra os 261 do irmão Álex (Gresini) e os 200 de Bagnaia.
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