Não deixou a melhor imagem mesmo que a imagem fosse a última coisa mais importante para ser deixada, serviu sobretudo para perceber o que falta fazer mais do que aquilo que já se faz. Com a equipa dividida ao meio depois do particular de manhã com o Portimonense (0-0), a estreia do Sporting à porta aberta acabou por redundar numa derrota frente ao Celtic, campeão escocês que leva duas semanas a mais de preparação com tudo aquilo que isso representa. Agora, com um jogo de manhã no relvado do hotel diante do Farense com 35 minutos cada parte onde estiveram menos habituais titulares (1-1), seguia-se novo teste para fechar o período de estágio dos campeões nacionais no Algarve diante dos ingleses do Sunderland.
“Estes jogos servem para isto mesmo. Queremos melhorar e gostava de destacar a atitude da equipa pois podíamos ter marcado. Agora é recuperar e afinar pormenores porque ainda faltam 15 dias e mais jogos particulares. Vamos chegar prontos à Supertaça. Há novas ideias, há um novo sistema e estamos adaptar-nos. As sensações são boas e o resultado é o que menos importa”, comentou Rui Silva à Sporting TV após o desaire com os escoceses. “São jogos são complicados pois o ritmo ainda não é alto e, nestas condições, é preciso saber ter bola porque as transições tornam tudo mais complicado. É uma fase incómoda da época, temos é de chegar bem à Supertaça. Segunda-feira há novo jogo [com o Sunderland], esperamos voltar a sentir esse apoio, e depois teremos a Supertaça que também será no Algarve”, frisou o guarda-redes.
Sporting CP 1-1 SC Farense
⚽️ Geny Catamo
Numa partida com duas partes de 35 minutos cada, Rui Borges deu minutos a vários jovens, preservando a maior parte dos habituais titulares para o particular de mais logo com o Sunderland. pic.twitter.com/wWfpG1DWrm
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Apesar de ser um plantel ainda com muitos traços do molde formado para o 3x4x3, Rui Borges está mesmo apostado em mudar esse paradigma na formação leonina, preferindo nesta fase rodar a equipa num 4x2x3x1 ou 4x3x3, mediante o adversário, para criar rotinas e ir limando erros que foram notórios contra o Celtic, neste caso zonas de pressão altas, posicionamentos sem bola após a perda de bola, espaços nas costas dos dois médios mais recuados ou transições defensivas que apanhavam várias vezes a equipa em igualdade ou inferioridade numérica. As saídas e entradas até ao momento não traduzem ainda essa mudança na linha de pensamento tático para a progressão dos leões mas o trabalho nos testes de pré-época está a ser feito.
Aquecimento finalizado ????
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Cinco dias depois, com Biel confirmado por empréstimo no Atl. Mineiro, Franco Israel a caminho da Serie A mais uma vez via Torino e a novela Gyökeres ainda sem conhecer o capítulo final (o que retardou também a chegada do mais do que provável sucessor, Luis Suárez), Rui Borges entrava neste penúltimo teste ainda de preparação para a Supertaça com mais opções habitualmente titulares. O que se viu? Formas táticas que diferem com e sem bola ou entre defesa e ataque, um Rui Silva que voltou tão bem ou melhor do que acabou a última temporada, um Zeno Debast cada vez mais capaz de sair com bola e arriscar com sucesso o passe na profundidade e Francisco Trincão a ganhar outro protagonismo na equipa jogando mais por dentro. Numa semana em que deu nas vistas pela produção feita para a edição da GQ, o esquerdino que mostrou que é um modelo para o próprio Sporting em qualquer sistema mais ou menos enraizado que a equipa apresente.
Sportinguista nato e com um pé esquerdo singular, Francisco Trincão tem traçado um percurso no futebol que o vê brilhar em relvados aquém e além-fronteiras. Agora, o jogador assume um novo desafio: ser capa desta edição de verão da GQ Portugal. pic.twitter.com/2PMKvXFpYu
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Mantendo o mesmo sistema, neste caso com as principais figuras à exceção de Diomande, Maxi Araújo (por lesão) e Geny Catamo, que defrontou esta manhã o Farense, Rui Borges apresentou algumas nuances como a colocação de Francisco Trincão mais pelo meio com Geovany Quenda pela direita e Pedro Gonçalves a cair mais na esquerda, a projeção de Matheus Reis quase como um ala pela esquerda com Pote a fazer a diagonal para o meio ou momentâneos recuos de Morita para uma construção a três quando também Eduardo Quaresma subia pela direita. Apesar do número anormal de passes errados no meio-campo em fase de construção, que deixou o técnico com um sorriso irónico em algumas ocasiões, o Sporting, mesmo entre demasiada lentidão, estava um pouco melhor em posse mas ainda com algumas lacunas sem bola, aproveitadas pelo Sunderland para se mostrar na frente de ataque apesar da vantagem leonina ao intervalo.
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Rui Silva, Geovany Quenda, Eduardo Quaresma, Zeno Debast, Gonçalo Inácio, Matheus Reis, Morten Hjulmand, Hidemasa Morita, Pedro Gonçalves, Francisco Trincão e Conrad Harder.#SCPSAFC pic.twitter.com/vUVIlVqk0d
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Aliás, o golo do Sporting acabou por surgir na única jogada de envolvimento bem conseguida e que terminou como a única oportunidade flagrante para os campeões nacionais na primeira parte: bola na profundidade à procura de Harder lançada por Debast, trabalho do avançado dinamarquês e cruzamento atrasado já sem o guarda-redes no lance para Francisco Trincão rematar para o 1-0 (11′). A partir daí, com desenhos táticos mais “percetíveis” que apontavam para um 4x4x2 sem bola e um 3x4x3 a atacar com Morita a subir como interior, foi o Sunderland que aproveitou os espaços pelas laterais ou na zona entre central e lateral para ir criando perigo junto da baliza de Rui Silva, que voltou a ser uma das melhores unidades. Mayenda atirou ao lado na área (23′), Talbi atirou para defesa do guarda-redes (31′) e Diarra surgiu sozinho na área descaído sobre a direita para nova intervenção do internacional (40′) mas o Sunderland não marcou.
???? O golo de Trincão que inaugurou o marcador no Algarve ⚽ #SCPSAFC pic.twitter.com/6CgZljwnDA
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Simply Quenda. pic.twitter.com/SjUS8jRkb1
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A segunda parte não melhorou a qualidade do jogo. Pelo contrário. No entanto, e contra um Sunderland de cara lavada a rodar todos os jogadores, o Sporting teve outra capacidade em termos defensivos, tirando os tais espaços onde os ingleses faziam a diferença e ganhando outra segurança na circulação de bola (apesar de nunca ter deixado de ser lenta). Quem voltou a brilhar? Trincão. Geovany Quenda teve alguns fogachos mas foi caindo em termos físicos, Harder nunca virou a cara à luta numa função que exige muito no plano físico mas o internacional português continuou a ser o principal foco de inspiração dos leões, ficando perto de marcar num remate em arco a rasar o poste (61′) antes de estar na jogada que colocou Quenda a rematar para grande defesa do guarda-redes contrário (67′). Os minutos foram passando sem grandes motivos de interesse, com Rayan Lucas a tentar mostrar-se e com a vantagem mínima a perdurar até ao final do jogo.
As imagens da vitória frente ao Sunderland AFC ???? #SCPSAFC pic.twitter.com/HoxrhG3Mvn
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