Quase três anos depois, o momento da verdade. Por um lado, a Espanha queria fechar um ciclo histórico no futebol feminino nacional que começou com o triunfo no Campeonato do Mundo, teve pelo meio o triunfo na Liga das Nações e ainda contou com várias vitórias nos escalões de formação. Por outro, a Inglaterra queria abrir um novo ciclo no futebol feminino nacional depois das conquistas do Europeu e da Finalíssima a que se seguiram algumas frustrações como a derrota na decisão do Mundial ou as não qualificações para a Final Four da Liga das Nações. Era isso que estava em discussão em Basileia, num St. Jakob-Park cheio.
A geração de ouro espanhola superou toda a polémica criada pelo beijo de Luis Rubiales a Jenni Hermoso, que foi apenas um primeiro capítulo de uma autêntica revolução em todo o futebol espanhol, mudou também de treinador com a chegada de Montse Tomé para o lugar de Jorge Vilda, mas continuou com a mesma sede de vitória que se alargou aos clubes, tendo o Barcelona como expoente máximo. Em paralelo, a neerlandesa Sarina Wiegman tentava recuperar uma predominância que iniciou quando agarrou na Inglaterra em 2021, que não só potenciou as opções britânicas para a seleção como conseguiu impulsionar a subida crescente da competitividade da Premier League. Era um ciclo que se fechava ou um ciclo que se abria.
Sarina Wiegman becomes the first coach ever to win three European Championships. ????????
• 2017 Netherlands
• 2022 England
• 2025 England pic.twitter.com/s1AbBHHCtE— Coaches' Voice (@CoachesVoice) July 27, 2025
Sarina Wiegman is an England legend ???????????????????????????????????? pic.twitter.com/wF3QwIg7Qa
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No final, tudo chegou às grandes penalidades. A Espanha teve o mérito de ser melhor na maior parte do jogo entre a vantagem que levou para o intervalo, a Inglaterra teve o mérito de nunca dar a partida como perdida chegando não só ao empate como criando mais algumas chances que chegar à reviravolta e acabou por ser essa última parte a prevalecer: Hannah Hampton, a guarda-redes que nasceu com estrabismo, não tem noção da profundidade mas é uma das melhores do mundo, sofreu apenas um penálti; Kelly, que tinha sido decisiva nas meias-finais e no último Europeu, não tremeu no lance decisivo; e Sarina Wiegman conquistou o terceiro Campeonato da Europeu consecutivo, entre um triunfo com os Países Baixos e dois com Inglaterra.
A Inglaterra deixou o primeiro aviso do jogo, com Alessia Russo a receber na profundidade para o remate que saiu à figura de Cata Coll (3′), e teve também a primeira oportunidade flagrante depois de um erro defensivo das espanholas que colocou Lauren Hemp sozinha na área descaída sobre a direita a rematar para uma nova intervenção da guarda-redes do Barcelona para canto (20′). A Espanha tinha mais posse, assumia um outro controlo com e sem bola mas continuava a sentir dificuldades em entrar no último terço, algo desfeito com um remate de Mariona Caldentey que saiu ao lado (21′). Estava dado o aviso para o golo inaugural da final, em mais uma grande jogada coletiva pela direita que começou com um passe de Aitana Bonmatí para Athenea, a subida de Ona Battle e um cruzamento milimétrico para Caldentey desviar de cabeça (25′).
Cata Coll a conseguir retificar o seu erro ????#sporttvportugal #FUTEBOLnaSPORTTV #UEFAWomensEuro #Espanha #Inglaterra pic.twitter.com/Tdw0eScISl
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Mariona com um cabeceamento certeiro inaugura o marcador para a Espanha ????????#sporttvportugal #FUTEBOLnaSPORTTV #UEFAWomensEuro #Espanha #Inglaterra pic.twitter.com/iI4SbpbWnw
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A Espanha tinha encontrado a sua zona de conforto no jogo frente a uma Inglaterra que perdera capacidade de saída e ficara sem Lauren James por lesão, dando lugar ao amuleto da sorte de Wiegman, Chloe Kelly. Foi por esse lado esquerdo que a final conheceu um novo capítulo, numa jogada onde o meio-campo espanhol deixou demasiado espaço até ao cruzamento para Alessia Russo desviar de cabeça para o empate (57′). A decisão voltava à “estaca zero” mas com as inglesas por cima em termos anímicos tendo Kelly de novo a criar perigo num remate cruzado para defesa de Cata Coll (68′) e as espanholas a tentarem um golpe de última hora com Salma Paralluelo e Vicky López em campo sem sucesso. Tudo seguiria para prolongamento.
Cruzamento teleguiado e finalização de Russo para empatar o jogo ????#sporttvportugal #FUTEBOLnaSPORTTV #UEFAWomensEuro #Espanha #Inglaterra pic.twitter.com/IM05UI1GAB
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Era no tempo extra que chegariam as decisões, com a Inglaterra a parecer pior em termos físicos e a Espanha a aproveitar a frescura na frente para novo triunfo no prolongamento como acontecera com a Alemanha ao som de “Si se puede” das bancadas. Os minutos iam passando, as oportunidades rareavam, as espanholas conseguiam chegar à área contrária pecando depois na altura da finalização e a possibilidade de tudo chegar às grandes penalidades ganhava forma, algo que acabou mesmo por acontecer com as duas selecionadoras a pensarem já nas marcadoras antes dos minutos finais (e com Hannah Hampton, guarda-redes inglesa, a colar no braço as cábulas antes do desempate). Poderia cair para qualquer lado, foi para as britânicas, com a Espanha a converter apenas uma tentativa e Chloe Kelly a fazer o 3-1 final na quinta e última tentativa.
Chloe Kelly marca a grande penalidade decisiva e torna a Inglaterra Bicampeã Europeia ????????#sporttvportugal #FUTEBOLnaSPORTTV #UEFAWomensEuro #Espanha #Inglaterra pic.twitter.com/oo2OHfvzD8
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A festa em Basileia é inglesa ????????????????????????????#sporttvportugal #FUTEBOLnaSPORTTV #UEFAWomensEuro #Espanha #Inglaterra pic.twitter.com/Lzsnfy2A7v
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