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Dar a informação. Jornal das duas, com Laura Figueiredo. Laura, o primeiro-ministro insiste no equilíbrio das contas públicas, diz que não quer ser o pai da austeridade. Foi a expressão utilizada por Luís Montenegro esta manhã, questionado pelos jornalistas sobre o porquê de não ir mais longe nas ajudas à população e às empresas para combater o aumento do custo de vida. Ora, o primeiro-ministro diz que não troca o bom estado das contas públicas por um grande anúncio de ajudas aos portugueses e volta a frisar que não quer repetir os erros do passado.

Se eu trocasse isso por uma medalha destinada a premiar uma grande ajuda que eu pudesse dar hoje às famílias e às empresas portuguesas, significaria, no futuro, sacrifícios, cortes, aquilo que o país conheceu lá atrás como políticas de austeridade. E há uma coisa que eu prometo aos portugueses: eu não vou ser o pai da austeridade, não vou mesmo, de nenhuma maneira.

A garantia deixada pelo primeiro-ministro esta manhã em Esposende. Luís Montenegro rejeitou ainda comentar as palavras de Pedro Passos Coelho, que ontem pediu mais ousadia ao governo. A Iniciativa Liberal exige esforço ao Estado para que os portugueses vivam melhor. Neste sentido, a líder da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, defende a proposta do partido que permitiria pagar menos 30 cêntimos por litro de combustível.

Temos uma proposta aprovada. Fizemos a nossa parte, conseguimos aprovar a proposta. Agora depende do governo implementá-la. Já tentamos resolver essa parte, aliviando no imediato as famílias do aumento do preço dos combustíveis. Estamos a falar de uma diferença de menos 30 cêntimos por litro. Faz muita diferença na vida das pessoas.

Declarações da presidente da Iniciativa Liberal, à margem da Academia Liberal da Juventude, que acontece hoje em Viseu. Mariana Leitão falou ainda sobre os fundos comunitários. Diz que o país não está preparado para o impacto que a redução deste tipo de fundos vai ter na economia de Portugal. A Confederação Empresarial de Portugal defende que o orçamento do Estado para o próximo ano deve apostar no investimento privado e definir uma nova estratégia política para o país. A proposta do orçamento do Estado vai ser apresentada até o dia 10 do próximo mês. No Explicador desta manhã, o presidente da CIP, Armindo Monteiro, defendeu uma aposta no investimento. Lembra que isso tem sido ignorado nos últimos orçamentos.

Nos últimos anos, e volto a dizer, na última década, fala-se só de despesas, não se fala em investimento. Portanto, o orçamento passou a ser um equilíbrio entre receitas e despesas. E aqui gostávamos que o orçamento, para além desse documento que põe em equilíbrio uma coisa e outra, sobretudo exprimisse uma estratégia de um parceiro importante, que é naturalmente o parceiro Estado, no que concerne às suas prioridades.

Declarações do presidente da CIP no Explicador desta manhã. Já Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, defende que a linha política que tem sido seguida pelo governo condiciona as condições de vida dos trabalhadores e critica a política assente em salários baixos. Relativamente às medidas anunciadas por Luís Montenegro esta semana, Tiago Oliveira diz que os trabalhadores e reformados precisam desses apoios ao longo de todo o ano.

Relativamente às medidas de apoio, ao suplemento das reformas e pensões, aquilo que é o posicionamento da CGTP está muito claro. Estamos precisando desses momentos durante o ano inteiro e os reformados e os pensionistas é igual. Chegamos ao fim do ano, vão ter um suplemento de 100, 150, 200 euros, mas e depois o resto do ano, como é que vai ser? Portanto, aqui a questão da valorização das reformas é essencial para responder àquilo que são as necessidades de cada um de nós.

O secretário-geral da CGTP sobre o bônus aos pensionistas e reformados anunciado pelo governo. A Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares tem dúvidas sobre a eficácia das propostas à Inspeção-Geral das Atividades em Saúde para combater o chamado turismo de saúde. A IGAS quer taxas moderadoras pagas à entrada dos hospitais e sistemas de check-out para evitar fugas a pagamentos. Ao Observador, a entidade recomenda ainda tornar públicos os valores das dívidas de cidadãos estrangeiros atendidos nos hospitais públicos e revela também ter recomendado à Administração Central do Sistema de Saúde que analise os dados das nacionalidades mais representadas nos serviços de urgência nacionais, de forma a definir e adequar os acordos feitos com outros países. O presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, Xavier Barreto, explica à Rádio Observador que estas medidas propostas pela IGAS são difíceis de operacionalizar.

A proposta da IGAS propõe que se cobre uma taxa moderadora antes da prestação dos cuidados. E eu, como lhe expliquei, não está em causa o pagamento de uma taxa moderadora, está em causa o pagamento dos cuidados na totalidade, quando é um estrangeiro. Propõe que se pague antes da prestação de cuidados, quando, na verdade, isso em muitos casos não é possível, porque são cuidados urgentes. Também não é possível porque em muitos casos nós não sabemos ainda sequer quais são os cuidados que vão ter que ser prestados quando o doente está a entrar na urgência. Só sabemos depois de ele sair. E, portanto, por razões operacionais, por razões do próprio percurso do doente, essas medidas são difíceis de operacionalizar. O que nós temos proposto é que os doentes sejam responsabilizados através dos países de origem.

Xavier Barreto, presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares. Estas recomendações surgem depois da presidente da ULS Amadora-Sintra ter alertado para os acessos indevidos de cidadãos não residentes ao SNS. A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, também já defendeu a melhoria dos mecanismos de gestão e reconheceu as dificuldades na cobrança dos serviços aos cidadãos estrangeiros que recorrem ao SNS

Na actualidade internacional, a Dinamarca e os Estados Unidos chegaram a acordo para que exista um controle norte-americano de segurança na Gronelândia. A especialista em relações internacionais, Liliana Reis, antecipa uma forte presença militar norte-americana na região do Ártico.

O acordo deve ser assinado na Assembleia Geral das Nações Unidas. No site oficial, a primeira-ministra dinamarquesa fala num grande acordo para a Gronelândia, Dinamarca e Estados Unidos, diz que fortalece a segurança comum no Ártico e na região do Atlântico Norte. Apesar de ainda não serem conhecidos os contornos deste documento, a especialista em relações internacionais, Liliana Reis, explica o que pode estar em causa.

Neste momento, aquilo que já se pode concluir é que há uma expansão significativa da presença militar americana e na exclusão de adversários dos Estados Unidos de estabelecerem ali bases militares. Por isso, pode representar também uma tentativa por parte de Washington de criar uma espécie de arquitetura de segurança permanente, não apenas para a Gronelândia, mas sobretudo para o Ártico.

A especialista em relações internacionais, Liliana Reis, considera também que a União Europeia sai enfraquecida deste acordo.

Laura, o sistema de votos na Rússia foi alvo de um ciberataque durante as eleições legislativas que decorrem este fim de semana.

O líder da Comissão Central de Eleições garantiu que a situação está controlada e não pôs em causa o processo eleitoral. Além deste ataque, o Ministério Russo do Desenvolvimento Digital denuncia também tentativas de sabotagem nas linhas de comunicação na região oriental do país. Entretanto, o grupo de hackers anônimos, que afirma ter invadido os servidores do sistema eleitoral russo, denuncia que a Comissão Central de Eleições criou um sistema de votação eletrónica remota completamente opaco, que permite a fraude eleitoral. Por esse motivo, este mesmo grupo apela aos russos para que se desloquem às mesas de voto apenas no último dia das eleições, amanhã, para dificultar a falsificação dos resultados.

No desporto, Futebol Clube do Porto e Benfica defrontam-se amanhã naquele que é o primeiro clássico do campeonato.

Os Dragões jogam em casa, num jogo onde procuram manter o primeiro lugar do campeonato. Na antevisão à partida, o treinador do Futebol Clube do Porto deixa elogios à equipa encarnada e ao treinador. Francesco Farioli diz que o técnico dos encarnados conseguiu implementar o estilo de jogo pretendido na equipa e que já provou aquilo que vale.

Existem algumas semelhanças nesta equipa do Benfica com a do ano anterior. Muitos dos jogadores são os mesmos, claro que têm mais um ano de experiência, muitos deles a atuarem num nível muito alto. E também com a mudança de treinador, que eu acredito que já provou o seu valor ao encontrar a maneira certa de implementar o seu conceito e o seu estilo de jogo na equipa. Portanto, vai ser certamente um jogo desafiador, que vai exigir de nós uma performance de alto nível.

Já Marco Silva também fez a antevisão deste jogo, num jogo onde o Benfica procura chegar ao lugar mais alto da tabela classificativa. O treinador dos encarnados diz que não existem favoritos num clássico com esta dimensão, mas lembra que o Futebol Clube do Porto teve mais tempo para preparar o jogo.

Em clássicos, normalmente, independentemente de momentos ou não, de classificação ou não, não há favoritos. É difícil encontrar um favorito por tudo o que acarreta um jogo desta dimensão. Há sempre pequenas vantagens. Quando olho para clássicos, vejo uma pequena vantagem, que é o jogar em casa. É sempre importante. E há aqui uma condicionante, que foi o Porto ter a semana toda para preparar e nós não termos tido. Portanto, são as duas pequenas questões que podemos colocar aqui. Em relação a favoritismos, não vou por aí, não encontro neste tipo de jogos esse tipo de questões.

Antevisão dos treinadores do Futebol Clube do Porto e Benfica ao encontro de amanhã. O jogo começa às 20h30, vai contar com rádio e análise aqui na Rádio Observador. Notícia de fecho do Jornal das Duas.