Mais de 500 crianças em Portugal foram raptadas por um dos pais e levadas para um outro país na última década, noticia esta sexta-feira o jornal Público, citando dados da Divisão de Cooperação Judiciária Internacional da Direção Geral da Administração da Justiça (DGAJ), a entidade designada pelo Estado como Autoridade Central no âmbito da Convenção de Haia sobre raptos parentais.
Os pedidos para regresso a Portugal de crianças retidas noutro país de forma ilícita atingiram um novo máximo em 2024, escreve o mesmo jornal, que revela que só no último ano foram submetidos 79 pedidos de regresso de crianças a Portugal — destes pedidos que tiveram Portugal como Estado requerente, 28 ainda estão abertos.
Desde 2015, pelo menos 513 crianças foram raptadas por um dos pais, podendo o casal já estar separado ou não, tendo sido apresentado o respetivo pedido de regresso a Portugal. Mas o número real é superior, garante Miguel Vara, chefe da Divisão de Cooperação Judiciária Internacional da Direção Geral da Administração da Justiça (DGAJ), já que cada pedido pode abranger mais do que uma criança.