Depois da tempestade, viria a bonança? O final de um período de instabilidade chegou esta semana e com a pior das notícias para Miguel Oliveira: o português ficou a saber que a Yahama não está interessada em renovar o seu contrato e está em risco de abandonar o MotoGP. No cenário futuro está a hipótese de competir nas SuperBikes mas, até ver, continua tudo em aberto, como o piloto admitiu nos últimos dias. Apesar de abrir em Barcelona a hipotética reta final do seu percurso na categoria máxima do motociclismo, o falcão até deixou boas indicações no arranque do Grande Prémio da Catalunha e terminou a segunda sessão de treinos livres no 12.º posto, bem perto de chegar à Q2, e como o segundo melhor piloto da construtora japonesa.

Enquanto o futuro continua em aberto, eis o início do fim: Miguel Oliveira fica à beira da Q2 na abertura do Grande Prémio da Catalunha

Assim, Oliveira teve de passar pela Q1 durante a manhã deste sábado, que começou com bastantes surpresas em Barcelona, com Fabio Quartararo (Yamaha) a garantir a passagem à Q2, juntamente com Fabio Di Giannantonio (VR46), nos instantes finais da sessão. Por outro lado, Pecco Bagnaia (Ducati) e Jorge Martín (Aprilia) continuam aquém do esperado e vão partir, respetivamente, do 21.º e 18.º lugares da grelha da partida, atrás do português, que ficou a três décimos do diablo e vai arrancar do 16.º posto. Para o italiano é a pior grelha de partida desde o Grande Prémio de Portugal de 2022. Na Q2, Álex Márquez (Gresini) brilhou nos intantes finais e garantiu a pole position com o tempo de 1.37,536 minutos, à frente de Quartararo e do irmão Marc (Ducati).

No arranque da corrida sprint, Miguel Oliveira voltou a começar bastante bem, subindo desde logo três posições, para o 13.º lugar, embora tenha caído logo a seguir para 14.º. Na frente, Álex Márquez segurou a pole position, com o irmão a partir no seu alcance depois de ultrapassar Quartararo. Na segunda volta, Pedro Acosta (KTM) subiu ao segundo lugar com uma grande ultrapassagem ao líder do Mundial. Marc não demorou muito a regressar ao segundo lugar, numa altura em que Oliveira voltou a subir ao 13.º lugar e aproximou-se do colega Jack Miller (Pramac). A cinco voltas do fim, Martín e Franco Morbidelli (VR46) caíram e abandonaram a prova. Pouco depois, na curva 5, Marco Bezzecchi (Aprilia) e Fermín Aldeguer (Gresini) também caíram e o português aproveitou para subir a décimo, a um lugar dos pontos.

Na parte final, os incidentes continuaram a aparecer e, a quatro voltas do fim, Álex Márquez caiu na curva 10 quando rodava completamente sozinho e entregou a vitória ao seu irmão, que tem agora 14 vitórias em Sprints na presente temporada. Fabio Quartararo segurou o segundo lugar, com Fabio Di Giannantonio a completar o pódio. Miguel Oliveira acabou por perder o nono posto na última volta, depois de ter sido ultrapassado por Ai Ogura (Trackhouse). Com este resultado, a Ducati garantiu o título do Campeonato de construtores, ao passo que o piloto espanhol está cada vez mais perto do título de campeão do mundo.