Chegou a hora do anunciado adeus ao MotoGP. Os últimos dias não foram fáceis para Miguel Oliveira que, apesar de já saber da decisão há algumas semanas, teve de lidar com a repercussão mediática da sua partida anunciada à Pramac, que optou por renovar com Jack Miller e abdicar do português. Desta forma, o falcão deverá mesmo estar de saída da principal categoria do motociclismo, depois de sete anos a competir ao mais alto nível e de ter conquistado cinco vitórias e sete pódios. O futuro, ao que tudo indica, vai passar pelas Superbikes, já que Oliveira terá declinado a sua presença no paddock do MotoGP enquanto piloto de reserva.

“Sabia da decisão e claro que foi um bocado uma surpresa… Em 2024 assinei pela Yamaha Pramac por 1+1 ano para um ano de desenvolvimento, em que sabia que no primeiro ano íamos sofrer e talvez não fosse ter resultados brilhantes, talvez acabasse algumas corridas a lutar por posições menos espetaculares, mas foi para o que assinei… Acabar em último nunca esteve nos meus planos como piloto! Infelizmente tive aquela lesão logo no princípio da época, que me fez perder muitas corridas e, depois, logo no meu regresso, ficámos a saber da contratação de outro piloto. Isso foi outra surpresa e mais pressão em cima. Veio interromper as coisas numa fase em que creio que ainda havia potencial para melhorar”, começou por dizer o piloto de Almada à SportTV.

“O futuro está completamente em aberto para mim! Mas as coisas são como são e avançamos. A minha situação era muito clara, porque eu tinha uma cláusula de desempenho no meu contrato, que não foi cumprida, em parte por causa da lesão, mas também porque nalgumas corridas a moto simplesmente não dava para mais e não pude mostrar o meu potencial. Quer dizer, acabar em último é coisa que nunca esteve nos meus planos como piloto e não pude mostrar o meu verdadeiro valor, nem as minhas capacidades. Ia ser muito difícil continuar assim. Neste momento, o futuro está completamente em aberto para mim e estou ansioso pelo que vem a seguir!”, concluiu.

“Essas portas fecharam-se.” Miguel Oliveira confirma que não vai estar no MotoGP em 2026 e abre a porta às Superbikes

Foi assim que Miguel Oliveira regressou a Barcelona, para competir num Circuito da Catalunha onde se esperava uma boa exibição das Yamaha. Contudo, a primeira sessão de treinos livres não correu bem à construtora japonesa, que viu o português ficar em 13.º atras, atrás de Jack Miller (11.º) e à frente de Alex Rins (16.º) e Fabio Quartararo (18.º). A sessão inaugural terminou com Pedro Acosta (KTM) no topo da classificação, depois de o espanhol ter feito o tempo de 1.38,979 minutos no final da sessão, que contou ainda com a subida de Johann Zarco (Honda) ao segundo lugar, a 95 centésimos, com Marc Márquez (Ducati) a concluir no terceiro posto, a mais de dois décimos.

À tarde, com o sol a fazer-se sentir no traçado catalão, as Yamaha melhoraram e Miguel Oliveira voltou a ser o segundo melhor, mas falhou a Q2 por escassos 57 milésimos. No final, o português terminou no 12.º posto, logo a seguir a Quartararo. Brad Binder (KTM) foi o mais rápido numa sessão dominada pela KTM, que colocou Acosta no segundo lugar, a um décimo do companheiro de equipa. Álex Márquez (Gresini) completou o pódio e Marc, Marco Bezzecchi (Aprilia), Enea Bastianini (Tech3), Franco Morbidelli (VR46), Zarco, Luca Marini (Honda) e Ai Ogura (Trackhouse) também garantiram a passagem à segunda fase da qualificação.