Segunda jornada do Campeonato, segundo jogo grande da temporada. Depois do duelo entre Sporting e FC Porto na Supertaça, com os leões a voltarem a levar a melhor e a vencerem o oitavo título nacional seguido, o Pavilhão João Rocha recebia o primeiro dérbi da temporada entre Sporting e Benfica. Prometia, talvez como não prometesse há alguns tempos. Por um lado, a formação bicampeã nacional chegava depois da estreia a ganhar fora ao Dínamo de Bucareste na Liga dos Campeões, tendo no entanto a questão do desgaste a poder pesar numa semana onde irá defrontar ainda o Kielce em casa (quinta-feira). Por outro, os encarnados, que têm andado arredados das principais decisões, mostraram uma versão renovada na estreia oficial esta época, batendo na Luz o Belenenses por claros 37-25 depois de um arranque de jogo demolidor.
Ano novo, vida velha: Sporting vence FC Porto e conquista terceira Supertaça consecutiva de andebol
“O jogo frente ao Dínamo de Bucareste era muito importante para nós, porque era o primeiro da Liga dos Campeões. Não é fácil jogar contra eles numa quarta-feira e depois ter um dérbi no sábado seguinte mas estamos a preparar-nos bem para estes desafios. O Benfica tem este ano melhor equipa do que no ano passado. Tem cinco ou seis jogadores novos e acredito que estão mais fortes mas nós também estamos melhores do que na última temporada. Temos mais experiência. sabemos que somos uma equipa de topo. Se queremos continuar assim, temos de jogar cada jogo como se fosse uma final. Não é fácil ganhar ano após ano, aquilo que o Sporting tem feito é incrível mas para continuar a ganhar temos de acrescentar sempre algo novo a nível tático, com mais energia, mais experiência e novos jogadores”, apontara Mohamed Aly, guarda-redes egípcio dos leões que foi uma das peças chave na vitória conseguida na Roménia na segunda parte.
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“Encaramos o jogo com atitude, muita vontade e muita ambição. Temos de ser equilibrados defensivamente, para que eles não tenham contra-ataques claros. E, sobretudo, pensar em cada ataque e em cada defesa. Sabemos que eles têm uma grande equipa, estão a disputar a Champions e são os mais fortes da Liga. Apesar de este jogo chegar um pouco cedo demais, porque temos vários jogadores novos, creio que estamos preparados para competir e fazer um bom jogo. Alguns jogadores levam muita carga, porque não tinham os concorrentes da posição, como aconteceu, por exemplo, com o Belone [Moreira]. Mas acredito que vamos chegar bem e preparados. Temos jogadores para a rotação e para que não se note o cansaço. É algo que vamos tentar utilizar porque sabemos que eles jogam com muita velocidade. Vamos dar o máximo para que as coisas sejam diferentes”, assegurara Jota González, técnico espanhol da formação encarnada.
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Essa questão da evolução foi notória na última época, com o Benfica a ser goleado na Supertaça e no primeiro jogo no Campeonato entre ambos com o Sporting mas a conseguir depois bater os leões no encontro na Luz ainda na fase regular. Ainda assim, a missão dos encarnados não seria fácil, até tendo em conta que era necessário recuar até 2016 para encontrar um triunfo forasteiro diante dos verde e brancos, que ganharam 15 dos últimos 16 encontros a jogar em casa (o outro foi um empate). Agora voltou a não ser exceção e toda essa superioridade ficou bem visível apenas na primeira parte, com nova vitória folgada dos leões.
A partida começou de forma equilibrada, com o Benfica a aproveitar o facto de não ter trocas defesa-ataque para dar a provar ao Sporting um dos seus maiores “venenos” como as saídas rápidas após ações defensivas. Os dez minutos iniciais fecharam com uma vantagem de 7-6 dos verde e brancos, com os irmãos Costa a brilharem na frente e Mohamed Aly a fazer defesas providenciais na baliza, mas os encarnados continuavam dentro do jogo, explorando da melhor forma a primeira linha com Belone, Izquierdo e Reinier Taboada. Foi aí que os leões, aproveitando algumas falhas técnicas dos visitantes nas ações ofensivas, conseguiram um parcial de 3-0 que levou a partida para 10-6, num avanço que levou à primeira pausa por Jota González.
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Se foi no ataque que o Sporting deixou o cartão de apresentação para o dérbi, foi na defesa que conseguiu ir ganhando alguma distância em relação ao Benfica. Aumentou a agressividade, subiu a profundidade, houve mais risco e uma formação encarnada que tinha marcado seis golos nos dez minutos iniciais teve apenas três remates certeiros nos dez minutos seguintes (15-9). A entrada de Rangel Rosa para o lugar de Capdeville na baliza das águias conseguiu ter efeito, com a desvantagem a cair para os quatro golos (15-11), mas a melhor ponta final do Sporting colocou o resultado com sete golos de diferença quando se chegou ao intervalo (20-13). Kiko Costa (seis golos), Taboada (cinco) e Martim Costa (quatro) eram os melhores marcadores.
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A segunda parte começou com o Sporting a fazer outro tipo de gestão da vantagem que tinha, tendo em conta também o encontro da próxima quinta-feira com o Kielce, mas se ainda houve alguma competitividade nos minutos iniciais, rapidamente os leões chegaram a uma vantagem máxima na partida de dez golos (29-19), já com várias trocas sobretudo na primeira linha além da mexida dos dois pontas. O número de falhas técnicas que o Sporting foi cometendo no ataque aumentou, o Benfica foi conseguindo aproveitar para reduzir com vários contra-ataques mas a entrada de André Kristensen para a baliza dos leões voltou a serenar ânimos entre algumas picardias entre jogadores e bancos, com os bicampeões a vencerem de forma natural por 42-32. Francisco Costa foi o melhor marcador com nove golos, seguido por Salvador Salvador (oito).
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