Eintracht Frankfurt, Lille, Kairat Almaty: pela terceira vez consecutiva, entre 2022, 2024 e 2025, o Sporting entrou na Liga dos Campeões com uma vitória. Os leões golearam os cazaques em Alvalade e entraram da melhor maneira na fase de liga da competição europeia, afastando desde já um dos adversários mais acessíveis do calendário.

Foram 12 horas de viagem para uma vida a recordar o perfume do rapaz de bigode (a crónica do Sporting-Kairat Almaty)

A goleada na Liga dos Campeões surge precisamente dez meses depois da última, contra o Manchester City e em Alvalade, naquele que foi um dos últimos jogos de Ruben Amorim ao comando dos leões. A título individual, depois dos dois empates e das duas derrotas que somou na temporada passada entre fase de liga e playoff de acesso aos oitavos de final, Rui Borges estreou-se a ganhar na principal competição europeia. 

Depois do apito final, o treinador leonino elogiou a prestação da equipa, mas mostrou-se cauteloso. “Sabe a uma vitória, apenas. São três pontos num início de competição, num jogo que sabíamos que poderia tornar-se mais difícil, contra uma equipa que teoricamente era inferior. Sabíamos que o adversário estava muito motivado para a competição e durante algum tempo fomos passivos e isso não pode acontecer. Em momentos da primeira parte deixámos partir o jogo e isso torna-se perigoso”, explicou Rui Borges.

“O não fazermos golo demasiado cedo também cria alguma ansiedade e acabou por se sentir na equipa. Entrámos muito mal na segunda parte, deixámos o adversário acreditar, mas depois disso há 15 minutos à Sporting: intensos, competitivos, com boas tomadas de decisão e qualidade individual. Nos últimos dez, voltámos a entrar na passividade e sofremos um golo”, acrescentou, comentando depois a importância dos golos marcados.

“Estamos numa fase de liga, mais do que os golos é preciso ganhar. As equipas podem ser teoricamente inferiores na qualidade individual e coletiva, mas depois há surpresas. Mais do que os golos, é bom ganhar por 4-1. Era melhor ganhar por 4-0, mas o mais importante era ganhar”, concluiu.

Já Francisco Trincão, que bisou e foi o melhor jogador dos leões ao longo de todo o jogo, mostrou-se naturalmente satisfeito com o resultado. “Sabíamos que era um jogo difícil, nesta competição não há jogos fáceis. Entrámos adormecidos, mas com o decorrer do jogo conseguimos marcar golos e soltar a equipa. Foi uma excelente vitória. Queremos chegar ao ‘playoff’, ganhar e depois vemos. É jogo a jogo e até lá fazemos contas”, começou por dizer o internacional português, comentando depois as diferenças entre Luis Suárez e Gyökeres.

“São jogadores diferentes. Ambos davam muito à equipa de forma diferente. O Viktor era mais jogador de profundidade e o Luis é mais associativo. Mas acho que eu, o Pote, quem joga, adaptamo-nos muito bem, porque as ideias do mister são claras e torna-se fácil”, garantiu, reconhecendo que quer sempre “fazer mais e melhor” e que podia ter “marcado mais um golo” para chegar ao hat-trick.