Demorou, demorou mais um bocado, demorou ainda mais um pouco, está finalmente desfeito o tabu. Depois do anúncio da saída da equipa da Yamaha Pramac no MotoGP para a temporada de 2026, com uma vaga a ser atribuída ao turco Toprak Razgatlioglu e a outra a ficar na posse de Jack Miller (que renovou contrato com a marca), vários cenários começaram a surgir em relação ao futuro de Miguel Oliveira. Havia um plano mais óbvio, que passava pelo Mundial de Superbike, havia outros que continuavam a ser hipótese como ir para outra posição de piloto de testes do MotoGP. Houve várias abordagens e contactos, as propostas mais concretas foram chegando, a escolha está feita: o português ruma à BMW e ao Mundial de Superbike.
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Five-time MotoGP race winner Miguel Oliveira ???????? signs with @SMRWorldSBK for 2026! ✍️➡️https://t.co/IuT1NtwXLY#WorldSBK pic.twitter.com/N0rsNZ17nD
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“Juntar-me à família BMW no Mundial de Superbike é um passo empolgante na minha carreira, no qual vejo um potencial tremendo. Estou a integrar um projeto que não só é ambicioso e competitivo, como também teve um impacto significativo, tanto no campeonato como na indústria das motos. Estar envolvido numa nova equipa, trabalhar ao lado de parceiros fortes e abraçar um novo formato de Campeonato dá-me uma grande motivação para dar o meu melhor. Quero agradecer sinceramente ao senhor Sven Blusch, ao diretor técnico Chris Gonschor e ao diretor de equipa Shaun Muir pela confiança e entusiasmo. Mal posso esperar para começar este novo capítulo juntos”, comentou Miguel Oliveira, citado pelo site da competição.
PRESS RELEASE – New family member from Portugal: BMW Motorrad Motorsport welcomes Miguel Oliveira as a new factory rider for 2026. ????
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“Estamos muito felizes por receber o Miguel Oliveira como novo piloto de fábrica da nossa equipa ROKiT BMW Motorrad WorldSBK. O Miguel provou de uma forma impressionante ao longo da sua carreira que pertence ao grupo dos pilotos mais talentosos e versáteis da sua geração. Com vitórias em todas as três categorias, incluindo cinco em MotoGP, traz uma experiência valiosa e um elevado nível de profissionalismo ao nosso projeto. Juntamente com o Danilo Petrucci, seu novo companheiro de equipa, formará uma dupla de pilotos forte e competitiva. Os dois já se conhecem bem. Esta constelação dá-nos a oportunidade de dar os próximos passos no nosso desenvolvimento e reforçar ainda mais as ambições da BMW Motorrad Motorsport no WorldSBK. Toda a equipa está ansiosa para trabalhar com ele”, salientou também Sven Blusch, chefe do conjunto alemão, depois de deixar um “bem-vindo à família”.
Portuguese star Miguel Oliveira and BMW share their first words after joining forces for 2026 ????️????#WorldSBK pic.twitter.com/uXXPRcD4hc
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Felizmente tenho várias opções em cima da mesa e só tenho de analisar qual a melhor direção para o meu futuro. Penso que na próxima semana vou escolher uma direção e depois, dependendo com quem assine, vamos perceber quando será possível anunciar”, tinha comentado Miguel Oliveira durante o fim de semana de São Marino, há duas semanas.
Gorada que ficou a possibilidade de poder entrar como piloto de testes numa equipa do MotoGP, e com o cenário do Mundial de Superbike cada vez mais definido, foram vários os conjuntos que sondaram o piloto português para reforçar a categoria. Numa primeira fase falou-se muito na Honda, que iria deixar de contar com Iker Lecuona e procurava uma solução mais “avançada”, depois apareceu a BMW, que após contratar Danilo Petrucci para o lugar de Michael van der Mark ainda não tinha fechado o sucessor de Razgatlioglu (o turco que vai substituir Oliveira), por fim havia a aposta Yamaha, que fazia de tudo para contar com o Falcão para render o antigo campeão Jonathan Rea. A BMW acabou por ganhar essa corrida, deixando a Yamaha com soluções limitadas para a substituição do peso pesado (a opção deve recair em Xavi Vierge).
???? Miguel Oliveira será o novo piloto da BMW nas Superbikes ????
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De recordar que, em 2025, Miguel Oliveira fará ainda as últimas cinco provas do Mundial de MotoGP, numa fase em que atravessa o melhor período da temporada com quatro corridas consecutivas a pontuar, três a fazer mesmo os melhores resultados (nono na Catalunha e em São Marino, 12.º na Hungria). A próxima será já no próximo domingo, num circuito indonésio de Mandalika que já venceu em 2022, seguindo-se as paragens na Austrália, na Malásia, em Portugal (no Algarve) e na Comunidade Valenciana.
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❌ MotoGP test riderNow Pramac Yamaha's ousted him, Miguel Oliveira has made his choice for 2026: https://t.co/19DqXPsHWOhttps://t.co/19DqXPsHWO
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Não me arrependo de nada do que fiz mas sinto que, se deixar o paddock, vou sentir-me incompleto. Acho que as minhas capacidades como piloto são maiores do que aquilo que fiz. Isto pode ser entendido como arrogância ou presunção mas é assim que me sinto. Estando num desporto que se compara imenso, comparando-me com outros pilotos, sinto que tenho mais para dar. Mas é o que é. A competição é assim, consegue ser brutal por vezes. O que quer que aconteça, ficarei bem. É essa a mensagem. Estarei mais do que bem, acho”, apontara antes.
Desta forma, confirma-se em definitivo o adeus de Miguel Oliveira, de 30 anos, ao MotoGP depois de sete temporadas naquela que é a principal categoria do motociclismo e onde representou três equipas: a KTM (primeiro na Tech3, depois na equipa principal) de 2019 a 2022, a Aprilia (RNF e depois Trackhouse), de 2022 a 2024, e agora a Yamaha, com a nova formação da Pramac que deixara a Ducati. Ao todo, e olhando apenas para o MotoGP, o português conseguiu cinco vitórias (Estíria e Portugal em 2020, Catalunha em 2021, Indonésia e Tailândia em 2022), sete pódios, uma pole position e uma volta mais rápida.
Miguel Oliveira pasara al World Sbk en el equipo oficial BMW pasando a ser compañero de Petrucci. Un acierto ver a Oliveria en Sbk 2026.#Motogp#WorldSbk pic.twitter.com/kffSgRWGsi
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Antes, Miguel Oliveira, um dos pilotos com mais experiência e resultados no acumulado das três categorias olhando para todos os 22 representantes atuais do MotoGP, tinha estado cinco épocas no Moto3 (na primeira temporada ainda como 125cc) e mais três no Moto2, passando por Aprilia, Honda, Mahindra, KTM e Kalex, antes de voltar à KTM onde passaria mais anos. No Moto3, alcançou seis vitórias, subiu 13 vezes ao pódio e conseguiu duas poles, sagrando-se vice-campeão mundial em 2015 a apenas seis pontos do britânico Danny Kent. Já no Moto2, somou seis vitórias, 21 pódios e duas poles, acabando em terceiro em 2017 atrás das Kalex de Franco Morbidelli e Thomas Lüthi e como vice-campeão mundial em 2018, a nove pontos de Pecco Bagnaia, piloto italiano que se sagraria mais tarde bicampeão mundial de MotoGP.
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