Seguindo o exemplo da herdeira do trono espanhol, a princesa Amalia dos Países Baixos vai também ingressar numa formação militar, decisão anunciada esta terça-feira pelo próprio rei Willem-Alexander, depois de três anos a estudar Política, Psicologia, Direito e Economia na Universidade de Amesterdão.
Em comunicado, Willem-Alexander nomeou a herdeira do torno como parte da equipa de reserva das Forças Armadas com a patente de soldado de 3.ª classe no Exército, na Real Força Aérea e na Marinha Real. Amalia ingressa assim na Defensity College, onde vai combinar cadeiras teóricas com treinos físicos. Ao contrário dos restantes cadetes, a princesa não vai receber qualquer tipo de remuneração, avançou também a Coroa dos Países Baixos, adiantando que este período de preparação deverá durar dois anos.
Em maio de 2022, a Casa Real anunciou que Amália começaria a estudar em setembro desse ano Política, Psicologia, Direito e Economia na Universidade de Amesterdão. Para estar mais perto da faculdade, a princesa chegou a viver na capital do país, numa residência com outras estudantes, mas essa mudança durou pouco. As ameaças da máfia marroquina fizeram com que a jovem se visse forçada a abandonar a residência estudantil onde vivia e regressar ao palácio real em Haia, depois de a polícia confirmar a existência de indícios fortes de que o líder do cartel “Mocro Maffia”, Karim Bouyakhrichan, estaria a planear sequestrar ou assassinar a herdeira do trono. A jovem trocou Amesterdão por Madrid, onde foi acolhida pelos reis Felipe e Letizia, de forma a poder levar uma vida o mais normal possível.
Amalia não é a primeira princesa a cumprir formação militar. Assim como Leonor, que começou este setembro o terceiro ano dos seus estudos, também Elisabeth da Bélgica, Ingrid Alexandra da Noruega e Christian da Dinamarca fizeram o seu percurso académico nas forças armadas do país.
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