O candidato do ADN à autarquia de Cascais, Fábio Pereira, afirmou este sábado que a transparência deve ser uma prioridade e que por isso uma das suas medidas seria realizar uma auditoria às contas do concelho.

Fábio Pereira sublinhou que uma das “medidas fundamentais é fazer com que Cascais seja primeiro para os cascalenses” e nesse sentido quer fazer uma auditoria às contas do concelho por considerar que “o dinheiro tem que ser bem empregue”.

“O dinheiro é das pessoas e não da câmara”, referiu. Na habitação, o candidato afirmou ser a favor de uma “ordenação do território que seja pró-Cascais e pró-habitação de Cascais”, porque defende que o concelho tem perdido a sua identidade.

“Acreditamos que Cascais tem as suas raízes, tem a sua história, tem a sua identidade, tem a sua génese, e nós queremos respeitar isso”, sustentou.

“Cascais não pode ser só para estrangeiros que têm capacidade de aquisição” e que acabam por “comprar casa em Cascais”, disse.

Por isso, defende uma construção que seja “para a população no geral e não somente para uma classe com alto poder aquisitivo”.

Fábio Pereira quer ainda mais incentivos para o comércio local, para os pequenos empreendedores e o regresso dos “mercados tradicionais e do comércio mais de rua, mais tradicional”.

A qualidade das estradas é um dos focos do candidato que sublinha: “Não são boas”.

“É um problema de que as pessoas se queixam bastante, principalmente na zona de São Domingos de Rana”, disse.

O candidato às eleições de 12 de outubro compara o concelho a que se candidata a Oeiras, que considera que “passou Cascais de fórmula 1” nas últimas décadas.

“Nos últimos 20 anos o concelho do Oeiras cresceu bastante, Cascais ficou um bocadinho para trás, por quê? Porque Cascais está muito preocupado eventualmente com os ‘lobbys’ imobiliários e eventualmente com o parecer e não com o ser”, acrescentou.

O executivo de Cascais, no distrito de Lisboa, é composto por sete eleitos da coligação Viva Cascais (PSD/CDS-PP), três da coligação Todos por Cascais (PS/PAN/Livre) e um do Chega.

Nas eleições autárquicas de 12 de outubro, concorrem Nuno Piteira Lopes (PSD/CDS-PP), João Ruivo (PS), Alexandre Abreu (BE/Livre/PAN), João Rodrigues dos Santos (Chega), Carlos Rabaçal (CDU), Manuel Simões de Almeida (IL), Fábio Pereira (ADN), João Maria Jonet (independente) e António Pinto Pereira (independente, com apoio da Nova Direita e Nós, Cidadãos!).