Cabo Verde vai parar esta sexta-feira a partir das 15h00 (17h00 em Portugal) para o jogo de futebol mais importante de sempre do país, uma vez que a seleção masculina pode qualificar-se, pela primeira vez, para um Mundial.

O governo concedeu tolerância de ponto, os bilhetes desapareceram pouco depois de terem sido postos à venda e espera-se lotação esgotada no Estádio Nacional, às portas da cidade da Praia, com capacidade para 15 mil pessoas.

Os “Tubarões Azuis” chegam à 10.ª e última jornada da fase de qualificação africana como líderes do Grupo D, com 20 pontos, mais dois do que os Camarões, a seleção do continente com mais presenças em mundiais (oito).

Cabo Verde vai entrar em campo como favorito frente a Essuatíni, último classificado do grupo, sem vitórias e com apenas três empates. Em caso de vitória, Cabo Verde garante o primeiro lugar (o único que dá acesso direto à fase final) e pode começar a preparar as malas para o Mundial2026, cujos jogos vão ser distribuídos pelos Estados Unidos, Canadá e México. Até um empate ou derrota poderá bastar aos “Tubarões Azuis” para ficarem em primeiro, desde que os Camarões não ganhem — à mesma hora vão receber Angola, já afastada das contas da qualificação.

Em caso de igualdade pontual, o critério de desempate que se segue é a diferença entre golos marcados e sofridos ao longo das 10 jornadas de qualificação e, aí, os Camarões partem para a última jornada com vantagem (12) sobre Cabo Verde (5).

Ficar em segundo adiaria o sonho: é preciso ficar entre os quatro melhores segundos classificados para ter acesso a um play-off africano e, posteriormente, a repescagem intercontinental. Mas ninguém parece pensar nesse cenário, dado o favoritismo de Cabo Verde frente a Essuatíni.