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Votou no Estádio da Luz logo de manhã, juntou-se ao estágio da equipa no Seixal, assistiu ao encontro em casa com o Arouca na tribuna, deixou a Catedral depois da goleada para regressar a casa e não mais sair… até esta tarde. Ao contrário do que se passou com outros candidatos, Rui Costa preferiu acompanhar todos os resultados que iam sendo conhecidos em casa com a família (em contacto com o núcleo duro da campanha) e foi um dos últimos a reagir depois de serem conhecidos os resultados finais das eleições. A segunda volta foi mesmo um cenário inevitável, a confiança para novo triunfo permanece intacto até pelos números.
“Quero, enquanto presidente do Benfica, expressar o meu profundo orgulho pela vitalidade democrática do nosso clube. O Benfica e os seus sócios deram, uma vez mais, uma plena demonstração da sua inigualável grandeza – em Portugal e no mundo. Estabelecemos um novo recorde mundial num dia intenso de democracia, pluralismo e respeito pela história e pelos valores do Sport Lisboa e Benfica”, apontou Rui Costa, neste caso na versão presidente dos encarnados, mal foram conhecidos os dados finais da votação.
“Foi, também, um dia de inexcedível demonstração de profissionalismo e de paixão pelo clube por parte de todos os colaboradores que tornaram possível que um ato eleitoral de dimensão tão extraordinária decorresse com inesquecível lisura e exemplaridade. Em nome pessoal e da Direção que tenho a honra de liderar, expresso o meu sincero agradecimento a todos os sócios, a todas as candidaturas e a todas as pessoas envolvidas neste ato eleitoral, que ficará para sempre inscrito como um dos momentos mais marcantes da história do nosso Sport Lisboa e Benfica”, acrescentou o atual líder num comunicado.
Mais tarde, perto da residência em Alfragide, Rui Costa falou na qualidade de candidato. “Primeiro quero agradecer a todos os benfiquistas, enaltecer este dia tão histórico e bonito para o nosso clube. Tornaram estes dias longos mas estão todos de parabéns tal como a todos os que estiveram nas eleições porque foi uma noite longa para todos e estou muito orgulhoso por ser benfiquista”, referiu, antes de deixar uma primeira “farpa” ao novo rival único João Noronha Lopes, depois de ouvir as declarações do gestor junto da sua sede.
“Toda a gente pensava o mesmo, com tantos candidatos era quase inevitável haver uma segunda volta. Não posso estar mais orgulhoso com esta votação, pela mobilização de todas as pessoas que foram votar. Ouvi dizer agora que 58% não acredita em mim mas também posso dizer que do outro lado há 70% que não acredita no outro lado… Apoios? Conto com o apoio de todos os benfiquistas, não estou a contar com os outros candidatos. Só quero mostrar quem sou e o que quero fazer. Não, não falei com ninguém depois das eleições. Festejar? Não se festeja uma coisa que ainda não se concretizou, estou apenas muito honrado. Todos nós queríamos que isto acabasse na segunda volta até para nos concentrarmos no dia a dia. Vou continuar a privilegiar o facto de ser presidente e estarmos numa parte importante do Campeonato e da Liga dos Campeões. Tempo de contagem? Se houvesse voto eletrónico era mais fácil mas foi assim… Foi uma operação extraordinária de todas as pessoas, foi um trabalho fantástico e dou os parabéns a todos”, frisou.
“Não batemos o recorde, nós atropelámos o recorde e todos devem estar orgulhosos. Novo recorde? Gostaria muito e faço esse apelo a nova resposta desta dimensão. De forma egoísta, que aqueles que votaram em mim voltem a ir lá votar. Vou sempre privilegiar a parte do presidente e dentro da minha disponibilidade vou continuar a dialogar com os sócios benfiquistas. Desde o princípio que achávamos que ia para uma segunda volta. Diferença não é tão grande? Bem, estamos a falar de 12% em 85.000 pessoas…”, concluiu o presidente dos encarnados, que apelou também à necessidade de estabilidade no clube depois de se fechar o capítulo das eleições e revelou que falou com José Mourinho este domingo mas não sobre o sufrágio.