À primeira edição do Grande Prémio de Alta Joalharia do Mónaco, a Chanel conquistou a principal distinção entre oito categorias em destaque. O triunfo f0i conseguido graças à peça “Sweater Prestige Necklace”, uma criação que combina legado e artesania com evidentes referências desportivas e descontraídas, desde sempre presentes no ADN da maison fundada por Gabrielle Chanel. Cerca de um século depois do seu consulado, o conceito “Sport” tão cultivado por Coco é evidente numa peça que parece replicar o colarinho de uma prática sweatshirt — o twist que eleva por completo a fasquia são os pendentes em esmeraldas que replicam os cordões.
Em ouro branco de 18 quilates, platina, diamantes e ónix (e ainda as onze esmeradas que catapultam a soma final para os 37,18 quilates) a peça de alta joalharia transpõe assim os códigos funcionais de vestuário para o registo destes acessórios de luxo e objeto de coleção. De resto, o exercício criativo inscreve-se na coleção Haute Joaillerie Sport, para um diálogo entre a ergonomia de uma sweatshirt e o rigor das joias. Entre materiais nobres e pedras preciosas, esta “Sweater Prestige” é ainda fiel à noção de fluidez e mobilidade que Gabrielle trabalhou enquanto designer.
O palmarés foi revelado no passado sábado à noite, em Monte Carlo, que assistiu à estreia deste evento anual. Apenas dias depois do roubo de joias no Louvre, 33 peças de grandes joalheiros como Chopard e Tiffany & Co., com esmeraldas de 129 quilates ou raríssimos diamantes rosas, estiveram expostas no Café de la Rotonde, no Mónaco, antecipando o arranque deste Grande Prémio de Alta Joalharia. A gala realizou-se na Salle des Étoiles, no club Sporting Monte-Carlo, reuniu gemólogos, colecionadores, especialistas e jornalistas do meio, e permitiu ainda galardoar outras criações de topo.
Entre os laureados, a Dior Joaillerie ganhou o prémio Savoir-Faire pelo colar Diorexquis Forêt Nacrée. O prémio especial do Júri foi para a Tiffany & Co, que brilhou ainda com o Prémio Património e a sua gargantilha Butterflies. Caroline Scheufele, co-presidente e diretora artística da maison Chopard recebeu o Prémio de Visionária do Ano 2025. No Prémio Design, a Maison Messika levou a melhor com o seu colar Zebra Luhlaza. O Prémio para as Melhores Pedras recaiu sobre a Louis Vuitton e o seu colar Apogée. Por fim, o Prémio Esperança dirigiu os olhares para o colar Grand Lunar Eclipse, da Maison Sahag Arslanian.