O presidente da Câmara de Sintra disse esta terça-feira que a liderança do município, na categoria de grande dimensão, do ranking de desempenho no Anuário Financeiro de 2024 “mostra o trabalho feito” e “vai continuar” com investimento e contas certas.

“Este reconhecimento público, que acontece há vários mandatos, mostra o trabalho feito, [e] vai continuar aliando o investimento tão necessário para benefício dos sintrenses às contas certas“, afirmou Marco Almeida (PSD), numa declaração enviada à Lusa.

O ranking do Anuário Financeiro dos Municípios para 2024, divulgado esta terça-feira, coloca Sintra, no distrito de Lisboa, em primeiro lugar, entre os concelhos de grande dimensão, com 1.695 pontos, seguido da Maia (Porto), com 1.683 pontos e Amadora (Lisboa), com 1.554 pontos.

Marco Almeida, eleito pela coligação PSD/IL/PAN, nas recentes eleições autárquicas, tomou posse no sábado, no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, sucedendo a Basílio Horta (PS), que atingiu o limite de três mandatos autárquicos (12 anos). A coligação PSD/IL/PAN conquistou quatro mandatos, a coligação PS/livre quatro eleitos e o Chega três.

Num jantar de campanha na Terrugem, Marco Almeida criticou a gestão dos 12 anos de maioria socialista, que “optou por concentrar 350 milhões de euros nas contas bancárias”, fruto dos impostos, “em detrimento da qualidade de vida de cada um”, das suas famílias e instituições.

“Nós não vamos desbaratar o dinheiro, porque o dinheiro é dos sintrenses. Mas nós vamos investi-lo, vamos investir nos equipamentos sociais”, na “qualificação do espaço público” e, “acima de tudo, sermos capazes de compensar as falhas que o Governo central ainda nos atribui, na saúde, na educação, na proteção familiar“, prometeu.

Além de Sintra, na categoria de grande dimensão, o ranking de desempenho em 2024 elaborado no Anuário Financeiro dos Municípios, que apenas contabiliza 86 num nível satisfatório de eficiência, coloca ainda na liderança de média e pequena dimensão, respetivamente, Abrantes (Santarém) e Óbidos (Leiria).

O anuário refere que “apenas 86 municípios (13 de grande dimensão, 27 de média dimensão e 46 de pequena dimensão) alcançaram um nível considerado satisfatório de eficácia e eficiência financeira, ou seja, atingiram pelo menos 50% da pontuação total possível”.

A pontuação máxima era de 1.900 pontos e foram avaliados 10 indicadores: índice de liquidez, razão entre o EBITDA (rendimentos antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) e rendimentos operacionais, peso do passivo exigível no ativo, passivo por habitante, taxa de cobertura financeira da despesa realizada no exercício, prazo médio de pagamentos, grau de execução do salto efetivo, índice de dívida total 2021, índice de ‘superavit’ [excedente] e impostos diretos por habitante.

Nos municípios de média dimensão, a seguir a Abrantes, com 1.554 pontos, surge Tavira (Faro), com 1.504 pontos, e Castelo Branco, com 1.493 pontos.

Já nos concelhos mais pequenos, liderados por Óbidos, com 1.606 pontos, seguem-se Murtosa (Aveiro), com 1.583 pontos, e Santa Cruz das Flores (Região Autónoma dos Açores), com 1.573 pontos.

O documento foi elaborado pelo Centro de Investigação em Contabilidade e Fiscalidade do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (CICF/IPCA) com o apoio da Ordem dos Contabilistas Certificados (OCC) e do Tribunal de Contas (TdC).