A fundação do antigo presidente da Câmara de Nova Iorque, Michael Bloomberg, anunciou esta quinta-feira um investimento de 100 milhões de dólares (87 milhões de euros) para combater as emissões de metano, dias antes da COP30, que se realiza Brasil.

O anúncio foi saudado pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, e pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, que disse estar pronto para “trabalhar em conjunto com a Bloomberg Philanthropies” neste assunto.

O combate às emissões de metano é uma prioridade da agenda francesa para a COP30, que se realiza entre os dias 10 e 21 de novembro em Belém.

A Bloomberg Philanthropies já está a trabalhar, em colaboração com organizações especializadas, na monitorização das emissões de metano via imagens satélite.

O metano é um gás natural, invisível e inodoro, produzido principalmente pela atividade agrícola e pela exploração de combustíveis fósseis, e é, a seguir ao dióxido de carbono (CO2), o segundo principal gás de efeito de estufa.

Embora seja bastante mais prejudicial para o efeito de estufa, em comparação com o CO2, tem uma vida mais curta, pelo que tem um papel crucial na redução rápida das emissões.

“As emissões de metano são um dos principais fatores das alterações climáticas, mas também uma das principais oportunidades para progredir rapidamente”, afirmou aos jornalistas Michael Bloomberg, que é o atual convidado especial das Nações Unidas para a Ambição e Soluções Climáticas, citado pela agência France-Presse.

O investimento anunciado esta quinta-feira surge no contexto da retirada dos Estados Unidos da ação mundial contra as alterações climáticas, comprovada pela decisão do presidente Donald Trump de não enviar representantes de alto nível à COP30, que conta com a presença de delegações de quase 200 países.