Depois da goleada, o jogo mais difícil. Foi desta forma que Luís Freire perspetivou a partida desta terça-feira, em casa da República Checa, que se seguiu à histórica goleada frente a Gibralta (fora, 11-0), que igualou a maior vitória da história da Seleção Nacional de sub-21. Portugal chegou ao jogo desta terça-feira com quatro vitórias em quatro jogos, tendo apontado 21 golos e não sofrido nenhum nos jogos anteriores. Assim, a equipa de Freire chegava à última jornada da primeira volta na liderança isolada do Grupo B da fase de qualificação para o Campeonato da Europa da categoria, que vai decorrer, em 2027, na Albânia e na Sérvia, com mais três pontos que os checos, pelo que a vitória ia aproximar a Seleção de sub-21 da fase final da competição.
João Rego acabou por ser a grande novidade de Luís Freire para esta jornada internacional, podendo assim estrear-se ao serviço dos sub-21. Por outro lado, Afonso Moreira, Gonçalo Ribeiro e Gustavo Varela foram as outras alterações promovidas, numa primeira fase, pelo selecionador, que deixou de fora Carlos Forbs (subiu à Seleção principal), Diogo Fernandes, Rafael Luís e Vivaldo Semedo. Contudo, já depois de ter fechado a sua lista, Freire teve de fazer mais uma alteração, retirando o lesionado João Muniz. Para o seu lugar foi chamado João Fonseca, que também se estreou nestas andanças. Também João Simões foi dispensado nos últimos dias, não tendo sido chamado um substituto.
“Sabemos que o adversário é, provavelmente, o mais complicado do grupo. Este é provavelmente o campo mais difícil onde vamos jogar nesta fase de qualificação. No entanto, trabalhámos também muito daquilo que é o nosso jogo, aquilo que são os nossos comportamentos e a nossa postura e queremos aplicá-los amanhã [terça-feira]. Tentámos ao máximo melhorar nestes dias a nossa identidade, a nossa forma de jogar, e trabalhar sob pressão porque o adversário é uma equipa que pressiona mais. A Rep. Checa é uma equipa mais pressionante, que tenta encaixar, por vezes, ao homem. Para eles recuarem, nós temos que mostrar qualidade e intensidade também na circulação de bola. Depois sim, obrigá-los a baixar também e a procurar os golos, sem sofrer, com uma atitude forte. Agora, as vitórias também só chegam se tivermos um comportamento muito bom”, explicou o treinador português.
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Para este jogo, Luís Freire voltou a um onze mais perto do habitual, promovendo sete alterações em relação à equipa que começou diante de Gibraltar: João Carvalho, Martim Fernandes, Tiago Gabriel, Gonçalo Oliveira, Tiago Parente, Geovany Quenda e Youssef Chermiti renderam André Gomes, Diogo Travassos, João Muniz, Gabriel Brás, Francisco Chissumba, Carlos Forbs e Gustavo Varela. Desta forma, Mateus Fernandes, Mathias de Amorim, Rodrigo Mora e Roger Fernandes mantiveram-se no onze inicial. Do outro lado, a Rep. Checa entrou em campo com seis alterações face ao último jogo, com Michal Bílek a apostar numa linha defensiva de cinco.
Em Hradec Králové, o jogo começou equilibrado, com a primeira ocasião de perigo a nascer num pontapé de canto de Mora, com Chermiti a ganhar nas alturas e a cabecear à parte superior da trave (21′). Pouco depois, o jovem jogador do FC Porto voltou a servir o ponta de lança do Rangers que, na passada, desferiu um remate cruzado que saiu a rasar o poste direito (23′). Já na parte final do primeiro tempo, Parente e Roger combinaram na esquerda, o extremo deixou curto para Mora que, de fora da área, desferiu um remate forte e rasteiro que saiu ao lado (35′). Em mais um lance pela esquerda, Tiago Parente ganhou bem a linha de fundo e cruzou atrasado para Chermiti que, no centro da área, atirou de pronto para defesa de Jan Koutný (43′), naquela que viria a ser a última tentativa da primeira parte (0-0).
⏸️ 45' INTERVALO ⏰
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No início da segunda parte, a Rep. Checa ficou perto do golo, com Alexandr Buzek a cruzar para o segundo, onde Lukás Masek apareceu completamente sozinho a finalizar de primeira, mas o remate saiu por cima (54′). Luís Freire respondeu com uma dupla alteração na frente de ataque, ao colocar João Rego e Gustavo Varela nos lugares de Rodrigo Mora e Youssef Chermiti. Portugal melhorou e, numa grande jogada coletiva, Tiago Parente apareceu ao meio a desequilibrar e deixou para Roger Fernandes que, com um remate colocado, quase inaugurou o marcador, valendo o corte de Jan Chytrý, com o joelho, a impedir o golo (62′). No lance seguinte, o lateral do Estoril cruzou para o interior da área e, de cabeça, Martim Fernandes atirou por cima (65′). Para os últimos 20 minutos da partida, Freire voltou a mexer e colocou Diogo Travassos e Afonso Moreira nos lugares de Martim e Geovany Quenda.
As mudanças mantiveram o fulgor ofensivo nacional e, depois de um grande cruzamento de Roger para a zona do primeiro poste, Moreira apareceu isolado a desviar, mas o tiro saiu por cima (72′). Na resposta, os checos aproveitaram um desequilíbrio para chegar à área e, da meia-esquerda, Yannick Eduardo desferiu um remate forte que saiu ao lado (75′). Pouco depois, Afonso Moreira recebeu à entrada da área, puxou para dentro e, com um remate colocado ao seu estilo, ficou muito perto de inaugurar o marcador (83′). Até ao fim, Francisco Chissumba ainda entrou para o lugar de Parente e, já para lá da hora, João Carvalho segurou o empate com uma grande defesa a remate de Dominik Pech (90+5′). Desta forma, o nulo prevaleceu, deixando Portugal com mais três pontos que a Rep. Checa.
⏹️ 90+5' TERMINA A PARTIDA ⏰
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