Só deu FC Porto. Como seria de esperar, não houve melhor forma de resumir o terceiro encontro entre os dragões e o Sintrense nos últimos quatro anos na Taça de Portugal. As sete alterações feitas por Francesco Farioli no onze inicial surtiram efeito e, no culminar de um primeiro tempo de superioridade total dos portistas, Borja Sainz fez o golo inaugural aos 25 minutos, depois de ter visto outro ser anulado, nos primeiros minutos. Na etapa complementar, o italiano mexeu na equipa quando o ritmo baixou e os sintrenses tiveram o seu primeiro remate no desafio, e essa movimentação voltou a surtir efeito, com Deniz Gül, novamente ao minuto 25, e Rodrigo Mora, com um golaço, a completarem a sexta goleada da temporada — o FC Porto goleou em cerca de 35% dos jogos da presente temporada (3-0).

Sainz, o foguete que bateu as probabilidades e foi o apoio de Farioli no regresso a casa (a crónica do FC Porto-Sintrense)

Sainz continua a colecionar o protagonismo no seio do balneário do FC Porto, tendo chegado, este sábado, ao quinto golo na temporada, sendo que faturou em três dos últimos quatro jogos: foi decisivo com o Sp. Braga (casa, 2-1), fez o tento do empate frente ao Utrecht (fora, 1-1) e marcou ao Sintrense, tendo “falhado” apenas o jogo no reduto do Famalicão. Pela 75.ª vez em 88 edições, os dragões estão nos oitavos de final da Taça de Portugal, que falharam na época passada. Nos últimos 21 jogos em casa na prova rainha, os portistas venceram 20, ao passo que Mora marcou em todos os três últimos jogos realizados no Estádio do Dragão (Sintrense, Sp. Braga e Estrela Vermelha).

“Mostrámos a atitude e a mentalidade do grupo. Tivemos bom ritmo, mantivemos a posse de bola e fico muito satisfeito com o regresso do Luuk de Jong, assim como com a performance global da equipa. Para mim, o jogo foi bem preparado pelo adversário. A nível estratégico, estiveram muito organizados, tal como nós, a controlar os momentos em que podíamos entrar. Não tenho ainda os dados finais, mas acredito que fizemos mais de 800 passes e isso é muito positivo. Foi um jogo com muitas combinações e muitos remates. Agora é tempo de preparar o Nice. Onze? Pensámos sempre na pausa internacional. Sabíamos que o Froholdt não estava disponível, o Bednarek também não, e tivemos de fazer alterações. Foi um equilíbrio entre aquilo que precisávamos para hoje [sábado] e aquilo que queremos para o próximo jogo. Agora é virar a página e focar-nos na Liga Europa, porque vamos defrontar uma equipa forte, com muita qualidade individual. Temos de estar no nosso máximo”, começou por dizer Farioli à RTP notícias.

“Muitos cantos? Temos de ser melhores na Liga Europa. A diferença de golos nesse tipo de lances é negativa e temos de melhorar. Conheço bem o Nice. Vai ser um grande desafio e temos de preparar o jogo da melhor forma. Gül? É um jogador que podemos considerar cada vez mais no futuro. Temos três avançados muito bons. O Deniz tem ganho credibilidade na equipa e conquistado o seu espaço. Merece. Está num bom momento e tem de o aproveitar. O Samu e o Luuk também têm de estar ao seu melhor nível. Todos oferecem boas soluções e é um ótimo problema para termos”, concluiu o italiano.