Vinte líderes da diplomacia europeia assinaram esta segunda-feira um comunicado conjunto onde reafirmam o seu apoio por “uma paz justa e duradoura, baseada no direito internacional e que respeite plenamente a integridade territorial, independência e soberania da Ucrânia”, após uma reunião em que analisaram as recentes negociações em Genebra.
Os representantes da diplomacia destes países, entre os quais Portugal, assinalam que “a guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia — e a paz que se seguirá — moldará a segurança europeia por gerações e afetará os interesses existenciais de todos os europeus”. O comunicado foi assinado pelo presidente da Comissão Parlamentar dos Negócios Estrangeiros, José Cesário. Entre os restantes signatários, estão representantes dos parlamentos europeu, espanhol, italiano, polaco, francês, britânico, mas não do alemão.
“Nada sobre a Ucrânia sem a Ucrânia e nada sobre a Europa sem a Europa. Uma paz justa e duradoura é impossível sem estes fundamentos. Apelamos a reuniões urgentes dos líderes europeus e do Conselho Europeu para que assumam uma posição unida e baseada em princípios. Não se pode iniciar negociações genuínas pedindo à Ucrânia que aceite preventivamente as exigências russas”, acrescentam no comunicado.
“A era dos impérios acabou, e a Europa nunca aceitará como legítima qualquer noção de «interesses de segurança» russos que se estendam além das suas fronteiras ou presumam o direito de moldar a ordem de segurança da Europa”, defendem ainda. Além disso, na reação à ronda de negociações na Suíça, estes altos representantes da diplomacia europeia pedem garantias de segurança “reais” para a Ucrânia que tenhas como base “compromissos juridicamente vinculativos”.
Por fim, mostram-se igualmente contra os limites às forças armadas ucranianas ou à autonomia na definição da sua política externa ou interna — restrições que estavam plasmadas na proposta original apresentada pelos EUA na semana passada. “Quaisquer negociações devem começar com um cessar-fogo imediato. A segurança europeia, a soberania da Ucrânia — incluindo o seu direito de escolher as suas próprias alianças — e a justiça pelos crimes cometidos durante esta guerra são linhas vermelhas não negociáveis.”