Greta Thunberg e outros 37 ativistas foram banidos da cidade de Veneza por 48 horas e multados em 150 euros depois de um protesto no fim de semana em que tingiram de verde as águas do Grande Canal. A notícia foi avançada pela imprensa italiana.
O protesto foi organizado pelo movimento Extinction Rebellion e coincidiu com o fim da 30.ª Conferências das Partes (COP), a cimeira da Organização das Nações Unidas sobre as alterações climáticas. Em Veneza, o grupo despejou no Grande Canal um corante que diz ser inofensivo e ergueu uma faixa em que se apelava ao fim do ecocídio, enquanto os ativistas, vestidos de vermelho e de rostos tapados, circulavam por uma multidão de turistas.
A ação foi repetida em outras dez cidades italianas, anunciou o Extinction Rebellion. Em Turim e Bolonha tingiram, respetivamente, as águas do rio Po e Reno; já em Génova e Pádua pintaram duas fontes. O objetivo, disse o coletivo, foi alertar para os “efeitos massivos do colapso climático”. Também deixaram críticas à primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, afirmando que esta se opôs a medidas ambiciosas na COP 30.
Aprovado projeto final do COP30 sem menção às energias fósseis
O governador da região Veneto, que incluiu Veneza, criticou a atuação do coletivo: “É mais um ato que fere as nossas cidades, outro ataque ao coração do nosso património”. Luca Zaia sublinhou, citado pelo Corriere Del Veneto, que o “vandalismo não protege o ambiente”. “É um gesto que arrisca trazer consequências para o ambiente”, acrescentou.