56 dias depois, o Sp. Braga voltou onde foi feliz. Volvidos quase dois meses da histórica vitória no Celtic Park (2-0), os guerreiros do Minho voltaram a pisar território escocês e novamente à procura de fazer história. Afinal, a formação portuguesa nunca tinha vencido em casa do Rangers, com quem travou diversas batalhas nos últimos anos. A primeira data de 2020, quando os protestantes eliminaram a equipa de Ruben Amorim nos 16 avos de final da Liga Europa (fora, 2-3 e casa, 0-1). Já em 2022, os arsenalistas, de Carlos Carvalhal, até venceram em casa, com golo de Abel Ruiz, mas caíram na Escócia no prolongamento (1-3). Agora, em 2025, o objetivo passava por somar mais um triunfo e segurar os lugares cimeiros da competição.
Depois de um início de época irregular, a equipa de Carlos Vicens tem crescido nas últimas semanas, ocupando o sétimo no Campeonato Nacional e marcando presença nos oitavos de final da Taça de Portugal, para lá de estar no top 8 da Liga Europa e na final four da Taça da Liga. A vitória na Escócia podia garantir, desde já, o playoff da segunda competição de clubes da UEFA, mas o que espera a equipa portuguesa é um difícil cenário, com quatro jogos consecutivos fora de casa. Esta série começou esta quinta-feira frente ao Rangers, seguindo-se as visitas a Arouca e Vila Nova de Famalicão na Primeira Liga. A série termina dentro de duas semanas, em mais uma jornada europeia, que terá como palco a visita ao Nice. Se olharmos mais à frente, são seis visitas em sete jogos, com a receção ao Santa Clara a anteceder os jogos fora com Caldas, na Taça, e Estoril.
“Após o mau início de época, o Rangers já está a recuperar os resultados no campeonato. O jogo da próxima quinta-feira é importante para nós, sabemos que vamos viver uma atmosfera incrível, que interfere no encontro. Temos que estar mentalmente prontos, temos de apresentar a mentalidade certa. Não podemos esquecer que estamos na Liga Europa. Estamos prontos e confiantes. Rangers sem pontos? Temos de estar completamente alheios a esse ruído. A classificação, neste formato, não diz muito. Temos de prestar atenção ao que podemos encontrar no estádio, contra um rival agressivo. Temos de ser capazes de competir em todos os registos e mostrar personalidade para nos impormos naquele recinto. As coisas nem sempre saem como queremos mas, nesses momentos, temos de ser competitivos, aguerridos e unidos”, assumiu Vicens.
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Frente a um Rangers em dificuldades e que, nos últimos dias, despediu o CEO, Patrick Stewart, e o diretor desportivo, Kevin Thelwell, Carlos Vicens fez três alterações no seu onze, com Lukas Hornicek, Bright Arrey-Mbi e Rodrigo Zalazar a entraram para os lugares de Alaa Bellaarouch, Vítor Carvalho e Pau Victor. Nos escoceses, Danny Rohl também promoveu três mexidas e lançou o português Youssef Chermiti a titular. O jogo começou melhor para os arsenalistas, que quase inauguraram o marcador nos instantes iniciais, quando Ricardo Horta combinou com Zalazar e obrigou Jack Butland a uma defesa complicada (13′). Logo a seguir repetiram-se os protagonistas, mas o capitão falhou isolado (15′).
Com o passar do tempo, o jogo foi tornando-se intenso e levado ao limite, e os protestantes cresceram na reta final, com Danilo Pereira a aparecer solto de marcação à entrada da área e a atirar para defesa de Hornicek, quando tinha tudo para marcar (34′). No lance seguinte, Djeidi Gassama rompeu na área e atirou cruzado para nova defesa do guarda-redes, com James Tavernier a bater por cima na recarga (36′). No tempo de compensação do primeiro tempo, um corte com o braço de Fran Navarro na sequência de um canto do Rangers originou uma grande penalidade que o árbitro Allard Lindhout assinalou depois de ver as imagens do lance e, na conversão, Tavernier atirou para a esquerda do checo, que voou para o lado contrário (45+3′).
De penálti, Tavernier abre o marcador na Escócia.
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Para a etapa complementar, Vicens colocou Amine El Ouazzani na frente de ataque, retirando Navarro, mas o Rangers voltou a entrar forte, ficando perto do segundo golo em três ocasiões no mesmo lance, com Emmanuel Fernandes a falhar o desvio para a baliza deserta, Chermiti a atirar, na recarga, para defesa de Hornicek e Gassama a cabecear para defesa do checo logo a seguir (57′). Logo a seguir, Zalazar desentendeu-se com Nicolas Raskin, encostou-lhe a cabeça e viu o amarelo. No entanto, o árbitro neerlandês foi chamado a ver as imagens e expulsou o médio uruguaio (61′). O treinador do Sp. Braga retocou a equipa posteriormente, lançando em campo Florian Grillitsch para o lugar de João Moutinho. Na resposta, Víctor Gómez combinou com Ricardo Horta num lançamento lateral e cruzou para a área, Nasser Djiga falhou o corte e deixou a bola para Gabri Martínez que, completamente sozinho, dominou e atirou para o empate (69′).
Com menos 1, Braga empata através de Gabri Martinez ⚔️
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Na resposta ao golo sofrido, o Rangers quase marcou, com Djiga a cabecear ligeiramente ao lado na sequência de um canto (72′). Seguiu-se a entrada de Vítor Carvalho para o lugar do autor do golo, com Chermiti também a sair nos últimos minutos e, no primeiro minuto da compensação, Gómez desferiu um remate traiçoeiro à entrada da área, para mais uma defesa de Butland (90+1′). Ainda houve tempo para Gabriel Moscardo render Gorby Baptiste e Mohammed Diomandé ser expulso, por duplo amarelo (90+4′). O empate persistiu, com o Sp. Braga a sair do Ibrox sem perder pela primeira vez (1-1). Desta forma, os minhotos chegaram aos dez pontos e igualaram FC Porto e Genk, no sétimo lugar.