O Barcelona ganhou ao Alavés, acabaria por subir 24 horas depois à liderança da Liga depois de novo deslize do Real Madrid na deslocação à Catalunha para defrontar o Girona, Hansi Flick mantinha a cara de quem é a pessoa mais infeliz do mundo. Sentado no seu banco de suplentes, de lágrimas quase a cair, a apontar para o vazio num olhar perdido, com Raphinha a ir ter com ele e a falar como se do outro lado estivesse alguém que ouvia sem estar a ouvir. A deslocação a Londres para defrontar o Chelsea uns dias antes não tinha corrido da melhor forma mas ali estava o início da redenção em termos de resultados. “Depois do jogo, o Raphinha disse-me a mesma coisa que da última vez: ‘Vamos melhorar’. Vamos ser muito melhores nos próximos jogos”, referiu apenas o técnico alemão na zona de entrevistas rápidas da DAZN após o encontro.
Después de este momento, el que más se lo merecía era él. Su felicidad es la nuestra.
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Muito se especulou sobre o que se tinha passado. Falou-se da revolta com o árbitro, da deceção com aquilo que a equipa tinha feito, de erros cometidos nos minutos finais. Flick quis explicar o sucedido. “Inicialmente estava dececionado com o jogo porque perdemos muitas bolas. Depois tivemos duas expulsões no banco, tive que olhar para trás e manter a calma. Para piorar, quando fizemos o terceiro golo, Marcus Sorg [adjunto] viu o vermelho e tinha estado a discutir. Ele é meu amigo e a pessoa mais importante que tenho aqui. É como se fosse da minha família. Era isso que tinha na cabeça no momento. Assim, no fim do jogo, em vez de ir discutir com ele, preferi afastar-me e parar um pouco para respirar”, contou, falando de forma aberta sobre aquilo que se passara com o adjunto após um momento que deveria ser só de “festa”.
O germânico era um autêntico turbilhão de ideias face a uma temporada que lhe estava a fugir do controlo. O Barça está a três pontos do top 8 da Champions mas sempre com a passagem “controlada”, lidera a Liga e vai regressando aos poucos ao Camp Nou ainda a sofrer obras de remodelação mas a capacidade de jogo não é a mesma sem que se perceba ao certo o que mudou. “Não temos o mesmo controlo nem intensidade do ano passado”, assumira, sabendo também que as lesões têm boicotado muito do trabalho feito tendo em conta a inconstância das opções iniciais. Para já, e como nem tudo é mau, Raphinha estava de volta e apostado em mudar o estado anímico do seu treinador depois da ausência de algumas semanas por lesão.
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“O treinador sentiu que poderíamos fazer muito mais em campo, nós também sabemos que podemos fazer muito melhor. A sua sensação é que a equipa não está a jogar no seu melhor e eu concordo. Temos de melhorar muito mas mesmo assim acho que o mais importante com o Alavés era sair com a vitória. Temos tempo para corrigir as coisas más que estamos a fazer e tenho a certeza de que voltaremos à nossa melhor versão. Vamos ganhar a jogar bem mas se houver um jogo em que jogarmos mal, não me importo, o importante é ganhar”, apontara o capitão, que somara minutos nos três encontros anteriores para ser titular tal como Pedri, que assumia também de novo um lugar no onze inicial depois de um mês de fora por lesão.
???? – Hansi Flick is SUPER EMOTIONAL after the game! ❤️ pic.twitter.com/4QZAh7FC1r
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Foi em boa hora. Depois de um arranque com vários pontos perdidos, o Atl. Madrid cresceu no plano coletivo e individual, alcançou uma série de bons resultados e chegava à Catalunha a depender apenas de si para ficar na primeira posição com os mesmos pontos do Barça (pelo menos até o Real Madrid entrar em campo, numa deslocação complicada a Bilbau). No entanto, e entre azares que continuam a surgir dos penáltis falhados às lesões até em momentos que deviam ser de festa como um golo, os regressos de Pedri e Raphinha à equipa inicial mudaram por completo aquilo que é o ADN do futebol blaugrana – e Flick pode voltar a sorrir.
Raphinha e o estádio de pé ????
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Regresso de Griezmann a Camp Nou… mas os olhos estavam virados para Pedri.
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O encontro começou com o Atl. Madrid a explorar aquilo que é o calcanhar de Aquiles do Barça e o Barça à procura de surpreender com o mesmo veneno: o jogo mais direto à procura da profundidade. Questão? Se os colchoneros estão confortáveis a jogar nessas bases, os catalães têm um chip diferente de futebol onde a bola é o centro de tudo. Assim, e quase como se fosse um desfecho inevitável, foram os visitantes que chegaram à vantagem para gáudio dos muitos adeptos presentes, com Álex Baena a receber um passe longo nas costas da defesa contrária partindo pouco à frente do meio-campo para seguir até à área e bater Joan Garcia (19′). No entanto, e entrando na sua zona de conforto, a dupla Giménez-Lenglet abriu um autêntica cratera pelo meio para Raphinha aproveitar o espaço com uma entrada ao meio para fintar Oblak e fazer o empate (26′).
Que passe de Molina, que desmarcação e finalização de Álex Baena ????
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Raphinha faz parecer fácil ????????
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Se o Atl. Madrid não aproveitou a vantagem anímica do golo inicial, o Barcelona ganhou outro fôlego depois desse rasgo do regressado Raphinha, assumindo o controlo da partida com bola em ataque organizado para ir criando várias oportunidades para chegar ao intervalo já em vantagem. Na mais flagrante, Lewandowski foi chamado a marcar uma grande penalidade sofrida por Dani Olmo mas voltou a tremer dos 11 metros e atirou forte por cima (36′). Pouco depois, quase numa tentativa de “vingança”, o polaco apareceu entre os centrais após cruzamento de Lamine Yamal da direita para desviar de cabeça e ver Oblak fazer a defesa do jogo (38′). Logo a seguir, Alejandro Baldé teve mais uma subida pela esquerda, arriscou o remate com pouco ângulo e o esloveno voltou a ganhar o duelo (41′). Apesar de todo esse ímpeto, o empate mantinha-se ao intervalo.
Esta também não vamos ver muitas vezes: Lewandowski mandou um penálti sabe-se lá para onde ????
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Flick a sofrer como um de nós: não consegue ver penáltis e, quando se falha, ????
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A primeira parte tinha sido boa, o segundo tempo não se esperava que fosse pior mas havia também a parte do resultado para “jogar”. As características do encontro mantiveram-se, com um Barça sempre com maior iniciativa, um Atl. Madrid à procura de saídas rápidas em transição e o capítulo de finalização a continuar a ser o pecado de ambas, com Raphinha a rematar ao lado isolado na área descaído sobre a esquerda (53′) e Simeone a tocar de raspão na bola em boa posição após passe de Julián Álvarez (54′). Foi mais uma vez o abre-latas de luxo de Flick a resolver a questão: Dani Olmo recebeu a bola à entrada da área, atirou de pé esquerdo para o 2-1… e ficou agarrado ao ombro a pedir para ser substituído (65′). Raphinha e Pedri também saíram esgotados pela grande exibição, ainda houve uma oportunidade flagrante desperdiçada por Thiago Almada, que fintou tudo e todos para rematar ao lado, e Ferran Torres fez o 3-1 final (90+6′).
O pormenor de Lewandowski ???? Dani Olmo
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Dani Olmo marca, mas fica lesionado e sai agarrado ao ombro.
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LA LIGA | Barça destaca-se no topo após superiorizar-se ao Atleti ⬆️
◉ O Barça distanciou-se a 4 pontos do Real Madrid no topo da La Liga, após vencer o Atleti em casa, de reviravolta
◉ O Atleti até marcou primeiro e chegou a desperdiçar um penáti antes mesmo de confirmar a… pic.twitter.com/NA5HBI9y7L
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