Depois do empate sem golos no Dragão, contra o FC Porto, José Mourinho voltava a ter um teste de fogo ao leme do Benfica. Voltou a não cair, mas também voltou a não ser o único a ficar de pé — e, de alguma maneira, isso mantém os encarnados vivos na corrida pela conquista do Campeonato.

Um dérbi que foi a cara de Maxi em todos os momentos (a crónica do Benfica-Sporting)

O Benfica continua a três pontos do segundo lugar do Sporting, sendo que pode ficar a oito da liderança do FC Porto se os dragões vencerem o Tondela este domingo. Depois do apito final na Luz, o treinador encarnado reconheceu que a equipa “começou mal”, mas louvou a reação que deu origem ao empate e a uma segunda parte dominadora em que os leões raramente conseguiram aproximar-se da baliza à exceção do período de descontos.

“Começámos mal, começámos de um modo que não quero dizer que me enraiveceu, porque é duro, mas que me chateou. Na saída de bola, no trabalho que fizemos durante a semana, havia regras do ‘não fazer’ e foi exatamente o que fizemos no golo e mais uma ou outra vez. Depois uma reação emocional, de orgulho, de uma equipa que quis ir à procura do resultado. Onde dominámos o adversário foi na segunda parte, onde só uma equipa quis ganhar. Tivemos um par de boas ocasiões. Uma falta lateral que o Ríos mete de cabeça na zona interior, normalmente é golo. O remate de pé esquerdo do Ríos, normalmente é golo. A ganhar alguém tínhamos que ser nós. Estávamos por cima na expulsão do Prestianni e naquele momento, com um a menos, tivemos que nos adaptar”, começou por dizer.

Mais à frente, Mourinho não confirmou que procurou condicionar o corredor direito do Sporting, formado por Iván Fresneda e Geny Catamo. “Honestamente, falar de fragilidades do Sporting é difícil, mas tentámos explorar algumas das situações que interpretámos como possíveis e eles tiveram muito respeito por nós. O Fresneda acompanhou sempre os movimentos do Sudakov e o Geny em certos momentos jogou como quinto defesa. Em determinados momentos parecia o Sporting de há anos, a jogar com linha de cinco”, acrescentou.

“Estou satisfeito. Em jogos destes é ‘knockout’… Entras e sofres um golo, é difícil recuperar. E a equipa conseguiu isso mesmo. Apanhámos situações em que o Dedic estava em dificuldade, mas não havia outro. O Enzo também, mas o Manu não tinha condições e só o meti quando fui obrigado a meter. A expulsão do miúdo acaba por matar essa coisa que tínhamos preparado para tentar atacar o espaço nos últimos minutos”, terminou.