As nomeações tinham acabado de ser conhecidas, as notícias sem fontes indicadas começaram desde logo a aparecer sob a forma de “desconforto” por encontros passados (neste caso, ainda relativos à época passada). A escolha de António Nobre para o primeiro dérbi da carreira entre Benfica e Sporting não foi unânime mas o árbitro da Associação de Futebol de Leiria não quis que o momento que o futebol português atravessa, com a APAF a ameaçar mesmo uma paragem caso o atual contexto não mude, influenciasse esse dia importante aos 37 anos. No final, e ao contrário de outros jogos grandes em 2025/26, não foram muitos os “casos”.
Na primeira parte, houve três lances que ainda motivaram protestos mas que acabaram por passar alguns segundos depois. Aos 20′, os jogadores do Benfica ficaram a pedir um cartão amarelo para Hjulmand por falta de Richard Ríos, numa ação que o árbitro preferiu conter para conduzir o jogo sem admoestações até sentir essa necessidade, como aconteceria à meia hora do dérbi numa entrada de Morita sobre Aursnes.
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Até ao intervalo, duas jogadas na área ainda motivaram alguns protestos mas terminaram com faltas dos atacantes sobre os defesas, primeiro de Pavlidis num lance em que chocou com Maxi Araújo e depois num movimento em que Luis Suárez caiu na área numa jogada com Otamendi mas o VAR confirmou a decisão do árbitro principal, que viu o argentino cortar a bola e o uruguaio chutar no pé do defesa.
O segundo tempo não teve lances mais polémicos nas áreas mas envolveu protestos sobretudo pelas ações disciplinares. O banco do Benfica pediu sanção para Maxi Araújo por um lance com Dedic em que António Nobre não considerou falta (53′) antes de um toque em Richard Ríos no chão que valeu amarelo (75′). Mais tarde, e depois do cartão a Pavlidis por um pisão sobre Gonçalo Inácio (66′), os encarnados pediram a mesma admoestação numa jogada entre Leandro Barreiro e João Simões (73′). Já nos descontos, e numa jogada em que foi avisado pelo VAR de que deveria rever o lance, António Nobre trocou o amarelo por um vermelho direto a Prestianni por uma entrada em tesoura sobre Geny Catamo quando pretendia travar uma transição.
O dérbi terminou com um total de sete cartões amarelos (um a Pedro Gonçalves quando já estava no banco de suplentes após ser substituído) e um vermelho, num ambiente de grande fair play entre todos os jogadores e técnicos no centro do relvado, longe dos ânimos mais tensos que se viram em alguns momentos.