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Polícia metropolitana de Londres abandona investigação sobre André Mountbatten-Windsor

Este artigo tem mais de 6 meses

Autoridades investigavam o pedido feito em 2011 por ex-príncipe André ao seu segurança privada, pago pelos contribuintes, para obter dados confidenciais sobre Virginia Giuffre, que o acusou de abuso.

epa12042221 Britain’s Prince Andrew attends the Easter Service at Windsor Castle in Windsor, west of London, Britain, 20 April 2025. Members of the UK royal family attended the annual Easter service at Windsor Castle.  EPA/ANDY RAIN
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▲André Mountbatten-Windsor perdeu os títulos reais no final de outubro, depois de um ano marcado por polémicas relacionadas com o caso Epstein

ANDY RAIN/EPA

▲André Mountbatten-Windsor perdeu os títulos reais no final de outubro, depois de um ano marcado por polémicas relacionadas com o caso Epstein

ANDY RAIN/EPA

A Polícia Metropolitana de Londres não vai “realizar nenhuma ação adicional” face à investigação sobre o pedido feito por André Mountbatten-Windsor, ex-príncipe André, em 2011 de informações confidenciais sobre Virginia Giuffre. As autoridades britânicas informaram que iam abrir uma investigação interna quando em outubro tornou-se pública uma troca de emails que revelava que o filho de Isabel II tinha solicitado dados, como o registo criminal de Giuffre, a mulher que acusou André de abuso sexual. O pedido terá sido feito a um elemento da polícia, que na altura era responsável pela proteção do então príncipe.

Num comunicado publicado este sábado, a comandante Ella Marriot, da Polícia Metropolitana, explica que “depois de notícias que sugeriam que André Mountbatten-Windsor pediu ao seu agente pessoal de proteção da Polícia Metropolitana que seguisse com uma investigação sobre a senhora Giuffre em 2011, a MPS não encontrou nenhuma prova adicional de ator criminosos ou má conduta.”

As autoridades destacam que estão “comprometidas em avaliar todas as novas informações sobre o tema”, entretanto, dizem que “até à data, não recebemos nenhuma evidência adicional que justifique reabrir a investigação. Na ausência de mais informações, não vamos desenvolver mais nenhuma ação”. Marriot diz ainda que se surgir qualquer novidade, incluindo “informações resultantes da publicação de materiais nos EUA, voltaremos a avaliar”.

▲ André e Giuffre estiveram juntos pela primeira vez em 2001 no apartamento de Ghislaine Maxwell em Londres

Photo by Shutterstock

Foi em 2015 que a Polícia Metropolitana recebeu as primeiras denúncias de atividades de tráfico sexual conduzidas por Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell em Londres — nomeadamente em 2001, quando Virginia Giuffre esteve na capital britânica para o primeiro encontro com André.

“Uma decisão foi tomada em novembro de 2016 de não avançar com uma investigação criminal. Esta decisão foi reavaliada em agosto de 2019 e novamente em 2021 e em 2022, em cada instância a posição de não investigar manteve-se inalterada, e a sra. Giuffre e a sua representação legal foram informadas”, diz o comunicado divulgado este sábado. Um dos motivos para a investigação não seguir em frente no Reino Unido estará relacionado com a idade de consentimento no país, que é de 16 anos, enquanto a alegada vítima tinha na altura 17.

Num livro de memórias lançado meses depois da sua morte, Giuffre relata em detalhes o encontro com André no apartamento de Maxwell em Londres, onde terá posado para uma fotografia que se tornou pública em 2011. Foi a divulgação da fotografia que motivou o então príncipe a pedir a investigação ao agente que era o seu segurança privado.

No email divulgado em outubro pelo Mail on Sunday, o irmão do Rei Carlos III diz a Ed Perkins, então vice-secretário de imprensa da Rainha Isabel II, que pediu ao seu segurança privado, membro da Polícia Metropolitana, que investigasse Giuffre fornecendo-lhe dados sobre a mulher. “Parece também que ela tem um registo criminal nos Estados Unidos”, escreveu o príncipe ao assessor de imprensa da monarca. “Dei a sua data de nascimento e número de segurança social para investigação ao oficial de segurança pessoal em serviço”. O jornal, entretanto, não confirmpu se o agente de segurança cumpriu o pedido de investigação. A família de Giuffre disse ao Mail on Sunday que Virginia não tem registo criminal.

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