Não havia melhor forma de acabar o ano. No encerramento de 2025 e antes da paragem para o Campeonato da Europa, o dérbi de Lisboa apimentou as hostes do andebol. Para lá de ter encerrado a 13.ª jornada, este jogo serviu para acertar o calendário no trio da frente, que partia para esta partida separado por quatro pontos. Só com vitórias nas competições nacionais, o Sporting era líder isolado com três pontos de vantagem para o FC Porto e um jogo a menos. Do outro lado, o Benfica encontrava-se no terceiro lugar, a quatro pontos do rival, pelo que o seu triunfo podia relançar o Campeonato Nacional.

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“Temos o fator casa, que é sempre importante. Jogamos contra uma equipa que tem vencido todas as partidas e que também está a jogar muito bem na Liga dos Campeões. Creio que o maior problema é termos muitas baixas. Não vamos conseguir fazer o nosso ritmo. Há que saber controlar, não ter perdas de bola e que cada jogador dê o máximo. Vai ser muito complicado porque jogamos contra uma equipa que tem uns jogadores incríveis e estão num grande momento. Mas nunca se sabe. Temos de fazer o nosso trabalho, tentar dar o máximo e tentar ganhar”, explicou Jota González aos meios encarnados.

“Temos trabalhado muito bem e, felizmente, conseguido cumprir praticamente todos os objetivos. Estamos na posição em que queremos estar. É um dérbi, um jogo bastante disputado. O Benfica tem as suas qualidades. É uma equipa bastante aguerrida com juventude e experiência e jogadores diferentes do ano passado. Vai ser um jogo diferente do da primeira volta, quando o Benfica ainda se estava a adaptar aos reforços e às novas táticas. Temos a total noção de que vai ser complicado, mas sabemos que o nosso trabalho tem sido árduo e, por isso, queremos muito ganhar. Cada jogo tem a sua história e sabemos o que fizemos para ganhar esses jogos, mas também temos noção de que a história, agora, pode ser outra. Estamos alerta para os pontos fortes do Benfica, mas também temos os nossos. A semana tem sido positiva e vamos entrar com as nossas armas para ganhar”, assumiu o capitão leonino Salvador Salvador.

Neste jogo, a grande novidade foi o regresso de Mikita Vailupau, ponta bielerorruso que esteve várias semanas retido na Sérvia e na Rússia por problemas relacionados com o seu visto em território nacional. Colmatado esse problema, o camisola 55 integrou as opções dos encarnados, que até começaram melhor o dérbi, mas os leões assumiram a dianteira ao minuto três e nunca mais estiveram empatados ou em desvantagem. A primeira exclusão apareceu pouco depois e teve como autor Javi Rodríguez, numa fase em que o Sporting aproveitou, naturalmente, para disparar no marcador, colocando-se a vencer por quatro golos de diferença (5-9). Já com Rangel da Rosa na baliza, Gabriel Cavalcanti lesionou-se numa altura em que os campeões nacionais imperavam um ritmo mais baixo, que lhe valeu, ao intervalo, uma confortável vantagem (16-21).

No recomeço, Francisco Costa adiantou de imediato o Sporting, mas Pau Oliveras respondeu de pronto (17-22). Pouco depois, Alexis Borges acabou excluído por ter travado a trajetória de bola numa reposição em jogo e a diferença voltou a subir para os sete golos (18-25). Ainda assim, o Benfica reaproximou-se com Vailupau a subir o ataque, reduzindo distâncias por conta da maior eficácia defensiva (22-26). Depois de Ricardo Costa ter parado o jogo, Francisco Costa beneficiou de um livre de sete metros e bateu Rangel (22-27). À semelhança do que aconteceu anteriormente, os leões voltaram a assumir o controlo na reta final, segurando a vantagem de cinco golos (23-29). Apesar de atacar em sete contra seis, o Benfica continuou a cometer falhas técnicas (24-31).

A oito minutos do fim, Vailupau reduziu de livre de sete metros, que resultou na exclusão de Salvador Salvador e, em sete contra cinco, o bielorrusso voltou a faturar dos sete metros (26-32). Na outra baliza, Rangel da Rosa defendeu o livre de sete metros de Carlos Álvarez e Alexis Borges voltou a reduzir (27-32), mas cometeu nova falta, foi excluído e Kiko converteu o livre. Com dois jogadores a menos, o Benfica teve sérias dificuldades no ataque e a vantagem voltou a destoar, fixando-se nos 29-37. Com esta vitória, o Sporting chega à paragem para o Europeu com 51 pontos, que resultam de 17 vitórias em 17 jogos. Para além disso, os leões têm agora 14 vitórias nos últimos 15 dérbis, tendo perdido apenas o jogo da Luz da fase regular da época passada. O Benfica, por sua vez, igualou o FC Porto no segundo lugar, com 45 pontos, menos seis que a turma de Alvalade.