A época de 2024/25 confirmou o favoritismo que vinha da temporada de 2023/24, o novo ano de 2025/26 adensou ainda mais esse cenário até este momento. Por um lado, o Sporting tentou fazer um novo upgrade no plantel para ter mais armas para desafiar os principais colossos europeus depois da histórica participação na última Liga dos Campeões em que chegou aos quartos – o que permitiu também apresentar argumentos reforçados no Campeonato, somando por triunfos os 13 jogos efetuados. Por outro, Benfica e FC Porto, que estão a jogar a Liga Europeia EHF, não só empataram o clássico no Dragão Arena como perderam com os leões e tiveram inesperados deslizes com Gaia e ABC, respetivamente, estendendo ainda mais a passadeira aos verde e brancos na liderança. Agora, era contra esse “fosso” que os dragões tentavam lutar.

Martim teve a prenda do costume: Sporting vence clássico com FC Porto e isola-se na liderança do Campeonato

“É um jogo muito importante porque já tivemos dois resultados menos positivos, principalmente em casa, e é muito importante porque queremos dar uma boa resposta. Queremos muito ganhar este jogo e é muito importante porque esta primeira fase tem peso na parte final da época. É um jogo de extrema importância. É verdade que temos tido dificuldade em ganhar os últimos jogos contra o Sporting mas depois da resposta que demos em Alvalade, apesar da derrota, acredito plenamente que podemos agora vencer. Sabemos que é um adversário difícil, com muita qualidade, mas deste lado também queremos mostrar a nossa qualidade e aquilo que é o FC Porto”, apontara o internacional Rui Silva, que tem vindo a regressar depois de lesão.

“Se perguntarem aos jogadores se preferem treinar ou jogar, a resposta é sempre a mesma: jogar. Isto é um bom problema de se ter, é um problema que temos pela nossa qualidade e por estarmos em todas as provas. Temos vindo a preparar-nos com muito ânimo, com muita confiança. É um jogo apetecível. A intensidade e o nervosismo bom estão na equipa e temos toda a confiança de que vamos lá para ganhar. FC Porto? Pensamos nas nossas armas. Temos qualidade mais do que suficiente para, se estivermos num bom dia, conseguirmos ganhar. Temos uma equipa muito boa em todas as fases do jogo, em todas as posições. Estamos muito confiantes, estamos a crescer na Liga dos Campeões, não temos nenhuma derrota no Campeonato. Queremos só vitórias. Vamos lá para cimentar o grande objetivo da época”, destacara Diogo Branquinho, outro internacional que, à semelhança de Rui Silva, já jogou vários anos nos dois clubes ao longo da carreira.

FC Porto e Sporting voltavam a jogar o clássico pela terceira vez esta temporada, depois de um triunfo mais largo dos leões na final da Supertaça e de uma vitória pela margem mínima no João Rocha na primeira volta do Campeonato. Em paralelo, os dragões tinham outro desafio: vencer os leões como não acontecia desde abril de 2024, somando a partir daí uma série com um empate e oito derrotas. No final, num clássico que contou com o presidente André Villas-Boas nas bancadas, voltou a imperar a lei do mais forte, com a equipa verde e branca a mostrar mais um vez toda a sua força e a isolar-se ainda mais na liderança.

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O encontro começou com um Sporting a tentar acelerar desde cedo o ritmo e um FC Porto de novo a bater na porta do azar, neste caso com Diogo Rêma a lesionar-se num joelho sozinho. Apesar desse ligeiro ascendente do conjunto verde e branco, os dragões, que contaram com uma boa entrada em campo para a baliza do outro guarda-redes, Sebastian Abrahamsson, foram mantendo o resultado com uma pequena desvantagem até à parte final da primeira parte, altura em que Daymaro Salina acabou por ser excluído e os leões dispararam para uma vantagem de cinco golos (18-13), parcialmente reduzida até ao intervalo (19-15). Kiko Costa, com oito golos, era o melhor marcador da partida, António Martínez levava também cinco golos.

A segunda parte ainda teve um início mais conseguido do FC Porto, que conseguiu manter a distância no marcador para arriscar algo mais com o passar dos minutos, mas uma série de ataques falhados dos dragões foi suficiente para que o Sporting voltasse a acelerar no jogo e no resultado com um parcial de 5-0 a colocar pela primeira vez a vantagem nos oito golos (25-17). O próprio público ia ficando rendido à superioridade verde e branca na partida (apesar do apoio que vinha do setor onde estão os Super Dragões), com a maior profundidade de Ricardo Costa no banco a permitir uma outra rotatividade sem que a equipa perdesse muita qualidade ao contrário do que acontecia do outro lado com Magnus Andersson. Assim, e apesar da “revolta” dos azuis e brancos nos minutos finais, os leões ganharam por 36-32 com Kiko Costa em destaque.