O primeiro foi Fredrik Aursnes, seguiu-se José Mourinho, concluiu Rui Costa. Depois do empate com o Sp. Braga na Pedreira, as figuras do Benfica que surgiram perante a comunicação social uniram-se nas críticas à arbitragem — particularmente ao golo anulado a Samuel Dahl, já na segunda parte, devido a uma falta de Richard Ríos num momento anterior da jogada.

Depois de José Mourinho ter sido essencialmente irónico tanto na zona de entrevistas rápidas como na conferência de imprensa, defendendo que o Benfica venceu e que o terceiro golo foi “limpo”, também Rui Costa decidiu falar aos jornalistas para criticar novamente a arbitragem liderada por João Gonçalves e que teve Tiago Martins no VAR.

“É uma grande vitória. Ganhámos 3-2, o golo é limpo. Ganhámos.” A ironia de Mourinho depois do empate na Pedreira

“Um bom jogo de futebol, duas boas equipas, primeira parte do Sp. Braga, a segunda do Benfica. Fica um golo anulado que está para ser explicado e não consigo encontrar explicações. O 3-2 a que Mourinho se refere é um lance que não nos parece em nada falta. Mas é o que é. Deixámos aqui mais dois pontos quando aquele golo, que nos poderia ter dado a vitória, é um golo limpo”, começou por dizer o presidente encarnado.

Mais à frente, Rui Costa foi questionado sobre as declarações anteriores de António Salvador, que defendeu que Tiago Martins não tem condições para apitar jogos do Benfica depois do que aconteceu na última final da Taça de Portugal, mencionando o lance entre Matheus Reis e Belotti. “Estamos de acordo. O último jogo que tinha feito era o da Taça de Portugal e ver esta falta e não ter visto o que se passou na final da Taça de Portugal… Estamos de acordo. Estamos exatamente de acordo. O Sp. Braga tem direito de se lamentar daquilo que entender, eu estou aqui na condição de presidente do Benfica. Fica um golo limpo, completamente limpo, e que acabou por ser anulado de forma inacreditável. O Benfica vai continuar a questionar o que se tem passado no futebol português”, acrescentou.

A travagem que é o espelho de um ano inteiro em montanha-russa (a crónica do Sp. Braga-Benfica)

Por fim, o presidente encarnado comentou ainda o facto de o Benfica poder agora ficar a dez pontos da liderança do FC Porto e a cinco do segundo lugar do Sporting. “Podemos ficar a dez pontos de desvantagem, não era aquilo que queríamos a chegar a dezembro. Não esperávamos, de todo, estar a dez pontos do primeiro classificado. Curiosamente, chegámos com esta desvantagem sem derrotas e com três empates em casa. Temos de continuar a acreditar no título. Da mesma forma que perdemos estes pontos os nossos adversários também podem perdê-los. Ainda temos muito para lutar. Ninguém vai atirar a toalha ao chão. Ninguém vai desistir agora, posso garantir isso aos benfiquistas”, vincou.

Entretanto, nas redes sociais e seguindo a mesma lógica de discurso de José Mourinho, o Benfica partilhou o vídeo do golo anulado a Samuel Dahl e escreveu “o golo da vitória do Benfica em Braga”.

Já António Salvador, nas tais declarações em que criticou a escolha de Tiago Martins para estar na sala do VAR, também deixou considerações sobre as decisões deste domingo na Pedreira. “Toda a gente sabe que o que aconteceu desde o último jogo que o Tiago Martins apitou, que foi um jogo do Benfica. Desde aí nunca mais apitou e, portanto, vocês sabem bem o que é que aconteceu. E portanto é pena que se metam, que condicionem, que não se criem as condições à volta dos árbitros e do VAR, porque fala-se muito de arbitragem. Hoje nós tivemos aqui um excelente árbitro, que é um grande árbitro do estilo português, e tivemos aqui um grande VAR, um excelente VAR, que é o Tiago Martins. Só que não estavam reunidas as condições para eles desenvolverem o bom trabalho que sabem fazer”, defendeu o presidente do Sp. Braga.