O Governo Regional da Madeira saudou nesta segunda-feira a libertação da luso-venezuelana Carla da Silva, que estava detida na Venezuela desde 2020, considerando que representa um “sinal de esperança” e um “passo positivo” na defesa dos direitos humanos.
“Este desfecho representa um sinal de esperança e um passo positivo no caminho da defesa dos direitos humanos, da dignidade da pessoa humana e do respeito pelas garantias fundamentais”, refere o executivo madeirense (PSD/CDS-PP) em comunicado.
A luso-venezuelana Carla Rosaura da Silva Marrero, condenada a mais de 20 anos de prisão na Venezuela, foi libertada no domingo, anunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português, adiantado que “está a acompanhar o caso e em contacto com a família”.
Fonte do MNE indicou posteriormente à agência Lusa que Carla da Silva estava presa desde 5 de maio de 2020 e que tinha sido condenada a 21 anos de prisão por “conspiração e associação para cometer crimes”.
Carla da Silva, agora com 42 anos, tinha sido condenada por um tribunal de Caracas em 23 de maio de 2024, juntamente com outras 28 pessoas, militares e civis, por conspirarem para derrubar o Governo da Venezuela.
O executivo madeirense, liderado pelo social-democrata Miguel Albuquerque, saúda a libertação da primeira cidadã luso-descendente, mas recorda que permanecem ainda detidos cidadãos madeirenses e descendentes de madeirenses por motivos políticos, nomeadamente Juan Francisco Rodriguez dos Ramos, Fernando Venâncio Martínez e Jaime Orlando dos Reis Macedo, cuja situação continua a merecer a sua “preocupação e atenção“.
“A Região Autónoma da Madeira prosseguirá, em articulação com as entidades competentes, todas as diligências institucionais e diplomáticas ao seu alcance, com vista à libertação dos cidadãos madeirenses ainda privados da sua liberdade, reiterando a sua solidariedade para com as respetivas famílias e a comunidade portuguesa na Venezuela”, lê-se no comunicado, assinado pelo Presidente do executivo.
Miguel Albuquerque reafirma que, neste contexto, o Governo regional “continuará a acompanhar de forma próxima e permanente a evolução da situação na Venezuela, mantendo-se firmemente empenhado na proteção dos cidadãos madeirenses e lusodescendentes residentes em países terceiros”.