Quatro anos depois, o Sp. Braga está nos oitavos de final da Liga Europa. Desde 2021/22, com Carlos Carvalhal, que os guerreiros do Minho não chegavam tão longe nas competições europeias, em particular na segunda prova da hierarquia da UEFA. Na altura, os minhotos só foram travados pelo Rangers, no prolongamento, nos quartos de final (2-3 no agregado). Agora, com Carlos Vicens, o Sp. Braga aproveitou a campanha internacional para mostrar uma performance de resultados pouco vista em território interno e, com um registo bastante bom de 17 pontos em 24 possíveis, assegurou o top 8. Na retina ficam as vitórias frente a Feyenoord (casa, 1-0), Celtic (fora, 2-0), Estrela Vermelha (casa, 2-0), Nice (fora, 1-0) e Nottingham Forest (casa, 1-0), para lá do jogo desta quinta-feira que “soube” a vitória, com os percalços a acontecerem frente a Genk (casa, 3-4) e Rangers (fora, 1-1).
A precisar de vencer o Go Ahead Eagles para garantir os oitavos de final, sendo que o empate podia ser suficiente — e até a derrota, embora num cenário bem mais improvável —, mediante os outros resultados, Vicens voltou a contar com Rodrigo Zalazar, que cumpriu castigo nos dois jogos anteriores da Liga Europa, que estava praticamente garantido no seu onze, mais ainda depois de ter marcado e assistido na goleada frente ao Arouca, no fim de semana (casa, 5-0). Em sentido inverso, estavam garantidas as ausências do reforço Adrian Barisic, por não estar inscrito na competição, bem como dos lesionados Sikou Niakaté e Amine El Ouazzani, e do castigado Gabri Martínez. Depois de ter feito seis pontos em sete jogos, os adelaars estavam forçados a vencer os portugueses para continuarem a sonhar com o apuramento.
“Temos de fazer um jogo de alto nível. Esta equipa venceu o Aston Villa. Será complicado, temos de oferecer uma grande versão competitiva para vencer e não especulamos com outra coisa. Tivemos um jogo a cada três dias em muitos meses. Com essa ideia tentámos sempre competir da melhor maneira possível. Houve momentos em que a equipa esteve melhor, outros pior. Em poucos jogos, muito poucos, o Sp. Braga não esteve por cima do rival em muitos aspetos do jogo. Não sei como o adversário estará. Apenas posso dizer que estamos aqui com motivação, energia, ambição para alcançar a vitória e a pensar nos oitavos de final. Vi vários jogos aqui e foram todos complicados. Se está frio, temos de nos tapar com mais roupa. Temos de entrar com energia e ambição, seguindo aquilo que planeámos e falámos estes dias”, perspetivou o treinador espanhol na antevisão ao jogo.
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No frio e na neve de Deventeer, e com o apoio de cerca de 600 adeptos no De Adelaarshorst, Carlos Vicens entrou em campo com Lukas Hornicek na baliza e uma defesa composta por Gustaf Lagerbielke, Vítor Carvalho e Bright Arrey-Mbi, com Víctor Gómez pela direita e Leonardo Lelo pela esquerda. No meio-campo, Florian Grillitsch juntou-se a Gorby Baptiste, com Rodrigo Zalazar a atuar num papel de híbrido de apoio a Ricardo Horta e Fran Navarro, os elementos mais ofensivos no 3x4x3 no espanhol. Por seu turno, Melvin Boel optou por lançar Jakob Breum e Victor Edvardsen no ataque, apostando num sistema que alternou entre o 4x2x3x1 e o 5x4x1.
Os adelaars entraram bastante bem na partida, com mais bola e a condicionar a construção portuguesa, mas o Sp. Braga acabou por estabilizar ainda na fase inicial. Com o equilíbrio a prevalecer, as oportunidades escassearam na primeira parte, destacando-se um remate de primeira de Evert Linthorst, à entrada da área arsenalista, para fora, na conclusão de um ataque rápido pela direita (28′). A fechar a primeira etapa, Zalazar desbloqueou na esquerda e cruzou para o segundo poste, onde Navarro apareceu sozinho a finalizar de cabeça, mas para fora, com a bola a sair a rasar o poste esquerdo da baliza de Jari de Busser (45+1′). O intervalo durou mais tempo do que o previsto por conta da pirotecnia lançada pela claque do Go Ahead Eagles no início da segunda parte, e que levou o árbitro Willy Delajod a atrasar o reinício.
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Com a bola a rolar e Paulo Oliveira no lugar de Vítor Carvalho, o jogo mostrou-se mais mexido, mas as oportunidades continuaram a escassear, com o brilho a vir apenas do exterior do relvado, com os adeptos neerlandeses a delirarem com mais uma sessão de pirotecnia, de muito fogo de artifício, mas desta vez sem impacto no jogo. Nessa altura, Diego Rodrigues já tinha entrado para o lugar de Rodrigo Zalazar, mas a tendência não mudou. Os minhotos começaram a carregar à entrada para os últimos 20 minutos, Fran Navarro voltou a aparecer em boa posição, mas o seu desvio saiu muito longe da baliza (70′). Já com Richonell Margaret, Finn Stokkers e Pau Victor em campo, o Go Ahead Eagles instalou-se no seu meio-campo ofensivo e, num ataque ataque pela direita, voltou a criar perigo, com Mathis Suray a receber à entrada da área e a rematar para fora (81′). Pouco depois, Victor ganhou espaço na pequena-área e cruzou e, na tentativa de cortar, Joris Kramer cabeceou à trave da sua baliza (85′).
Para os instantes finais, Gabriel Moscardo, João Moutinho, Yassir Rahmouni, Julius Dirksen e Ofosu Boakye saltaram dos respetivos bancos, mas não tiverem para desatar o nó do empate. Desta forma, o Sp. Braga apurou-se diretamente para os oitavos de final, onde está privado de contar com Víctor Gómez na primeira mão, por acumulação de amarelos, ao passo que o Go Ahead Eagles está eliminado da competição (0-0).
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[Esta é a história de como dezenas de portuguesas se juntaram a mulheres de vários outros países e se tornaram seguidoras de uma seita controlada por um guru manipulador. Recrutadas numa escola de yoga em Lisboa, muitas acabaram em casas de massagens eróticas ou a serem filmadas em cenas de sexo e orgias. “Os segredos da seita do yoga” é o novo Podcast Plus, do Observador. Uma série em seis episódios, narrada pela atriz Daniela Ruah, com banda sonora original de Benjamim. Ouça o primeiro episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]