O vereador da Proteção Civil da Câmara de Alcácer do Sal, António Grilo, considerou esta terça-feira que o cenário na frente ribeirinha da cidade não é o mais favorável, face à subida do rio e às novas inundações.
“Vamos atingir a preia-mar, as barragens continuam a debitar e estamo-nos a preparar para um cenário nada favorável na frente ribeirinha da cidade”, disse o vice-presidente deste município do distrito de Setúbal e vereador da Proteção Civil.
Durante a madrugada, com a subida do nível do Rio Sado, a água voltou a inundar a Avenida dos Aviadores e as autoridades tiveram de recorrer a bombas para retirar a água.
“A Autoridade Marítima [Nacional] trouxe mais três bombas e há a possibilidade de trazer mais duas”, disse o vereador acrescentando que já tinha sido disponibilizada uma outra pela LisNave, que está operacional desde sexta-feira.
Assim sendo, trabalharam hoje quatro bombas, ao longo do dia, na zona mais afetada da cidade alentejana. Entretanto, após as 18h, entrou em operação uma nova bomba da Autoridade Marítima Nacional (AMN), que triplica a capacidade de extração de água.
De acordo com António Grilo, mesmo com o reforço da AMN, não estão a conseguir vazar a água da avenida, quando normalmente o conseguem fazer entre marés.
Por volta das 17h30 de hoje, o rio tinha subido até aos 3,60 metros. Já durante a madrugada, a preia-mar fixou-se nos 3,80 metros e a baixa-mar nos 60 centímetros, mas, como o nível do Sado não desceu, não atingiu essa quota e ficou nos 3,40 metros.
Na marginal da cidade, ao final da tarde, a Lusa observou que a água do rio começou a subir lentamente, estando muito perto de galgar a margem.
Questionado sobre um plano para deslocar moradores da zona ribeirinha, António Grilo afirmou que as autoridades estão preparadas para “evacuar casas e fazer a retirada de pessoas”. “Fizemos o contacto porta a porta, rua a rua, prédio a prédio, percebemos quem está em casa, quais são as dificuldades, as pessoas que já saíram para casa de familiares”, relatou.